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Navegando por Autor "Adrielle de Souza Novaes"

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    Terapia nutricional no hiperinsulinismo congênito : relato de caso
    (Universidade Federal do Oeste da Bahia, 2018) Adrielle de Souza Novaes; Myrtis Katille De Assunção Bezerra; Danielle Cristina Guimarães
    Resumo : O hiperinsulinismo congênito (HI) ocorre quando há uma produção excessiva de insulina, associado a níveis baixos de glicose. O aumento da concentração de insulina inibe a produção endógena de glicose bloqueando a glicogenólise. Sua incidência varia entre 1/40.000 e 1/50.000 nascidos vivos. É a principal causa de hipoglicemia persistente e recorrente no primeiro ano de vida, ocasionada por anormalidades genéticas do canal de potássio sensível ao ATP (KATP). O diagnóstico e o tratamento precoces são importantes para prevenir danos neurológicos permanentes, ocasionados por quadros de hipoglicemias graves com consequentes convulsões. O objetivo deste estudo é relatar o caso de um lactente portador de hiperinsulinismo congênito e a terapia nutricional adotada. Apresentamos o caso de uma paciente pediátrica de 1 ano e 3 meses de idade portadora de HI. Foram realizadas 4 consultas ambulatoriais, nas consultas foram realizadas exame físico, do consumo alimentar e antropométricas. A paciente estava em uso de sonda nasogástrica e recebia suplemento de maltodextrina e de amido de milho para manter os níveis glicêmicos adequados, no entanto, recebia uma oferta energética calórica maior que a sua necessidade o que contribuiu para que apresentasse sobrepeso, segundo a classificação do Escore-Z. A paciente não consumia todos os grupos alimentares, necessários para o seu crescimento e desenvolvimento adequado e saudável. Também foi observado atraso no desenvolvimento psicomotor. As condutas nutricionais adotadas foram a diminuição do volume da fórmula infantil e da sua oferta diária, de 8 para 7 vezes ao dia, adição de óleo vegetal nas dietas, introdução de frutas, vegetais, carnes, legumes e leguminosas. Após a intervenção nutricional a paciente que estava na classificação de sobrepeso, passou para classificação de risco de sobrepeso. Além disso, teve maior aceitação dos alimentos introduzidos por via oral. O adequado acompanhamento nutricional é essencial para o ajuste às reais necessidades nutricionais da criança. Poucos estudos referem a terapia nutricional no hiperinsulinismo e isso dificulta o adequado manejo clínico e nutricional. Destacamos a importância de que sejam realizados mais estudos sobre o hiperinsulinismo congênito de forma multidisciplinar.
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