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Os principais problemas da terapia medicamentosa em pediatria no Brasil: uma revisão de literatura.
(Universidade Federal do Oeste da Bahia, 2023) Fabriciano Teixeira Bisneto; André Leandro Silva; Gabriella Fernandes Magalhães
Resumo : A indústria farmacêutica enfrenta desafios significativos quando se trata de oferecer opções terapêuticas adequadas para públicos específicos. Entre esses grupos, a população pediátrica frequentemente se vê desprovida de alternativas seguras e eficazes de tratamento, devido a questões éticas, financeiras e legais. Para preencher essa lacuna, transformações nas formas farmacêuticas são frequentemente realizadas com o objetivo de atender melhor a esse público. Este estudo se trata de uma revisão integrativa da literatura que propôs avaliar as evidências disponíveis sobre o uso de derivações farmacêuticas pela população pediátrica e avaliar o cenário de incorporações de tecnologias farmacêuticas medicamentosas para esse público no Brasil. A coleta de informações foi conduzida em bancos de dados eletrônicos, incluindo PubMed, SciELO, Biblioteca Virtual em Saúde, CAPES na sessão de teses e dissertações e Google Acadêmico. Foram estabelecidos como critérios de inclusão, para os artigos-resultados, trabalhos relacionados ao cenário nacional, em língua portuguesa, e estudos publicados entre os anos de 2007 e 2023. Os artigos utilizados para a discussão não tiveram restrições temporal e de idioma. Ao todo, foram identificados 76 medicamentos que passaram por algum tipo de derivação farmacêutica e/ou uso off-label para uso pediátrico. As principais razões para as derivações foram a dose e forma farmacêutica. Dos dados obtidos através da revisão, constatou-se que 47% dos medicamentos transformados ou de uso off-label não constam na lista de recomendações da OMS. Portanto, destaca-se a urgência de ampliar a inclusão de formulações e dosagens específicas para crianças, com o objetivo de promover tratamentos adequados para esse público.
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Avaliação do potencial funcional de seriguela (Spondias purpurea) para produção de kefir de água.
(Universidade Federal do Oeste da Bahia, 2023) Nádia Monalisa Mendes Oliveira Santos; Fabrício Luiz Tulini; Volnei Brito de Souza
Resumo : Cada vez mais, as pessoas estão buscando opções saudáveis, ricas em nutrientes e benefícios funcionais. Nesse contexto, destaca-se a seriguela (Spondias purpurea), uma fruta tropical a qual oferece diversos benefícios, sendo uma excelente fonte de vitaminas, com valor nutricional elevado e compostos bioativos essenciais para a saúde humana. Somando-se a essas vantagens, a combinação da polpa de seriguela com kefir de água surge como uma proposta inovadora e de fácil acesso para promover benefícios ao consumidor. O kefir de água é um produto que contém probióticos e apresenta baixo valor calórico. Além disso, atende às necessidades daqueles que possuem alergia às proteínas do leite, intolerância à lactose e é uma opção adequada para os veganos. Diante disso, o objetivo deste trabalho foi avaliar o potencial funcional da seriguela para a produção de kefir de água. De acordo com as análises, a polpa de seriguela com casca apresentou pH de 3,63, 10,67 °Brix (SS, sólidos solúveis), 0,51% de acidez titulável (AT) em ácido cítrico e ratio (SS/AT) de 20,92. Na composição centesimal destacam-se a presença de 5,85% de proteínas, 6,05% de fibras, 8,12% de açúcares redutores e 2,52% de açúcares não redutores (em sacarose). Além disso, foi observado 982,09 mg de equivalentes de ácido gálico/100 g e 0,186 mg de carotenóides/100 g. Após a elaboração do kefir de água adicionado de polpa de seriguela, foi observado um pH final de 3,50 e 9,9 °Brix, além da contagem de bactérias láticas e leveduras de cerca de 8 e 6 log UFC/ml, respectivamente. Estes parâmetros foram similares ao kefir de água tradicional, indicando que a seriguela não interferiu negativamente no processo fermentativo, mostrando ser uma alternativa para aumentar o valor nutritivo do kefir.
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Análise da composição centesimal e compostos bioativos do umbum (Spondias tuberosa) para aplicação na produção de kefir de água saborizada
(Universidade Federal do Oeste da Bahia, 2023) Arthur de Oliveira Caldeira Rabelo; Fabricio Luiz Tulini; Volnei Brito de Souza
Resumo : O umbuzeiro (Spondia tuberosa) pertence à família Anacardiaceae, sendo uma espécie nativa bastante presente no semiárido brasileiro, possuindo como características principais a sua superfície lisa e de coloração verde-amarelada, uma polpa suculenta de cor branco esverdeada. Embora venha ganhando espaço no mercado nacional e internacional, não são muitos os produtos comercializados a partir de seu fruto, o que instiga ainda mais a produção de um produto a base do umbu, fruto este que possui um potencial antioxidante elevado, e acaba ressaltando seu valor nutricional. Isto posto, este trabalho tem como objetivo a análise da composição centesimal e compostos bioativos do umbu (Spondias tuberosa) para aplicação na produção de kefir de água saborizada. De acordo com as análises realizadas, a polpa de umbu apresentou os seguintes resultados para composição centesimal: 2,75% de açúcares redutores, 7,85% de açúcares não redutores, 6,9% de carboidratos, 0,47% de cinzas, 2,78% de fibras, 0,158% de fenólicos, 0,12% de lipídios, 89,15% de umidade e 5,31% de proteínas. Para a análise de pH e ºBrix (Sólidos solúveis), foram obtidos os valores de 2,88 e 7,03 respectivamente, além de 1,14% de acidez titulável (AT). Ao final da produção e do processo de fermentação do kefir de água saborizada com a polpa do umbu, foi observado um pH de 3,48 e 4,1 °Brix, já na análise microbiológica, onde foram realizadas as contagens de leveduras e bactérias láticas, os resultados obtidos foram de respectivamente 5 e 6 log UFC/ mL. As análises realizadas no kefir de água saborizada com polpa de umbu não mostraram nenhum impacto negativo em relação ao kefir controle (sem adição do umbu), indicando que a polpa do fruto pode ser utilizada para potencializar o valor nutritivo desta bebida fermentada.
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Desenvolvimento de Nanoemulsão a partir do óleo de Copaifera langsdorffii Desf. e do extrato aquoso de Magonia pubescens A. St. Hil.
(Universidade Federal do Oeste da Bahia, 2023) Letícia Kislley Andrade Laranjeira; Vanessa Cristina Rescia
Resumo : A utilização de materiais de origem vegetal em rotas de síntese verde de nanossistemas (nanopartículas de base lipídica com tensoativos de origem vegetal) é uma oportunidade de se obter materiais estruturados em nanoescala, inovadores, aplicáveis em áreas diversificadas e que sejam biocompatíveis, biodegradáveis, seguros e eficazes. Nesse sentido o objetivo com esse projeto foi o de desenvolver um sistema emulsionado nanotecnológico, ou seja, uma nanoemulsão do tipo óleo em água, sendo esta composta pelo óleo da Copaifera langsdorffii Desf., com o sistema tensoativo formado pelo extrato vegetal da Magonia Pubescens A. St. Hil., para formular um transportador dessas substâncias ativas que possuem potencial de aplicação em produtos farmacêuticos, cosméticos, alimentícios, agrícolas. Foi avaliado o teor de umidade das sementes da M. pubescens. Foram preparados extratos aquosos de M. pubescens para avaliação do teor de resíduo seco e seu perfil fitoquímico qualitativo preliminar e semiquantativo para as saponinas presentes. Os ensaios utilizados para identificação das classes de metabólitos secundários foram baseados em metodologias clássicas, que consistiram de reações de precipitação e/ou cromáticas. Também foram avaliados o pH, o índice de intumescência e a concentração micelar crítica. Do óleo de C. langsdorffii foi analisado o índice de emulsificação. Com base no EHL crítico pesquisado da C. langsdorffii, com valor de 14,8, foram realizados testes de preparo de nanoemulsão e emulsão. Os resultados obtidos na triagem fitoquímica revelaram a presença de alto teor de saponinas, bem como de alcaloides, taninos, flavonoides, triterpenos e esteroides, o teor de umidade foi de 4,8 %, para 1g da droga o índice de intumescimento foi 8,3 mL, indicativo da presença de mucilagens e propriedade emoliente. Os testes de nanoemulsão e emulsão não se mostraram satisfatórios, devido a separação de fases. Pelo estudo foi confirmado que a M. pubescens tem potencial terapêutico e como adjuvante farmacotécnico.
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Caracterização fitoquímica e avaliação das atividades biológicas do extrato etanólico das folhas da espécie Passiflora cincinnata MAST.
(Universidade Federal do Oeste da Bahia, 2023) Paloma Nunes Cavalcante; Katyúscya Veloso Leão; Cláudia Vieira Prudencio
Resumo : O uso de plantas medicinais no tratamento de diversas patologias é uma prática milenar, dentre as quais, a espécie Passiflora cincinnata Mast., utilizada popularmente no tratamento de insônia, doenças venéreas, renais, inflamações e hipertensão, tem sido o foco de vários estudos. Contudo, algumas ações como a antibacteriana contra Staphylococcus aureus, além de sua citotoxidade, permanecem pouco esclarecidas. Partindo desse suposto, este trabalho teve como objetivo avaliar tais ações em conjunto com o perfil fitoquímico do extrato etanólico de P. cincinnata. Inicialmente, realizou-se a análise fitoquímica qualitativa, a quantificação dos fenóis totais pelo método de Folin-Ciocalteu e quantificação de flavonoides pela metodologia descrita por Oppermann et al., (2017). Ademais, avaliou-se a atividade antioxidante pelo método de captura do radical DPPH•, a atividade antibacteriana pelo ensaio de difusão em ágar sólido e a citotoxidade frente ao microcrustáceo Artemia salina Leach. A partir destes experimentos, determinou-se mediante triagem fitoquímica a presença de saponinas, fenóis e taninos, bem como uma concentração de fenóis totais de 27,8 mg EqAG/g de amostra e 1,02 mg EqQ/g para flavonoides. A atividade antioxidante foi determinada pela EC50 de 64,45 e o ensaio realizado para avaliação da atividade antibacteriana não demonstrou inibição no crescimento da S. aureus nas concentrações testadas, que variaram de 400 a 0,7 µg.mL. Por fim, a avaliação do extrato etanólico da P. cincinnata, frente a sua toxicidade, determinou uma CL50 de 69,68 ppm e uma CL100 de 80 ppm. Tais resultados demonstram que essa espécie tem um potencial farmacológico promissor, mas necessita de mais estudos a fim de elucidar suas propriedades terapêuticas, visto que, este trabalho é um dos poucos presentes na literatura.