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Guias alimentares baseados em alimentos: análise comparativa entre Brasil e Benin.
(Universidade Federal do Oeste da Bahia, 2023) Milena Christian Pereira da Silva; Debora Cruz Porcino
Resumo : Guias Alimentares Baseados em Alimentos (GABA) são diretrizes oficiais cujo objetivo é fornecer orientações sobre alimentação e nutrição numa linguagem que seja acessível, através de estratégias que incentivem a adoção de hábitos alimentares mais saudáveis e a prática de atividade física. Nesse sentido, objetivou-se analisar comparativamente os conteúdos textuais e imagéticos dos guias alimentares do Brasil e do Benin. Para isso, foi realizado uma pesquisa documental dos guias alimentares escolhidos e através do método de análise de conteúdo de Bardin definiu-se as categorias: 1 – características do documento; 2 – abordagem da temática nutrição nos GABA; 3 – abordagem da temática alimentação nos GABA; 4 – representação gráfica e conteúdo imagético. Os resultados ilustraram diferenças e semelhanças entre o Guia Alimentar para a População Brasileira (GAPB) e o Guia Alimentar do Benin (GAB). O GAPB apresenta-se em formato de livro em brochura, com 158 páginas e dividido em cinco capítulos, onde aborda temas como a escolha dos alimentos, a preparação de refeições, comensalidade e metodos produtivos agroecológicos. Esse documento apresenta a classificação NOVA, que divide os alimentos através de seu nível de processamento: in natura e minimamente processados, ingredientes culinários, alimentos processados e ultraprocessados. Sua orientações enfocam a alimentação a partir de características socioculturais em detrimento da biológica, inclusive ao apresentar imagens de alimentos reais sendo consumidos em contextos reais. Já o GAB possui formato de folder, trazendo informações sobre os grupos de alimentos, quantas porções de cada grupo devem ser consumidas diariamente e exemplos de menus que possam ser seguidos pelos adultos. Esse documento aborda os alimentos de forma isolada e desconexa do contexto onde são consumidos, priorizando uma abordagem biomédica, onde os alimentos são observados como saudáveis apenas por causa dos nutrientes que veiculam. Ambos os guias alimentares tem por objetivo a promoção de hábitos alimentares saudáveis, entretanto apenas o GAPB leva em consideração os aspectos culturais da alimentação, que impactam nas escolhas de alimentos e na forma de consumo.
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Efeitos da suplementação de probióticos Lactobacillus spp. no exercício físico: uma revisão de literatura.
(Universidade Federal do Oeste da Bahia, 2023) Igor Lopes Nóbrega Lima; Marcela de Sá Barreto da Cunha; Ana Maria Fernandes Viana
Resumo : Os probióticos são microrganismos vivos que, quando administrados em quantidades adequadas, conferem benefício à saúde do hospedeiro. Sugere-se que sua suplementação melhora o estado de saúde de atletas de resistência, entretanto os resultados permanecem inconsistentes na maioria dos estudos. O efeito benéfico da suplementação probiótica é dependente da espécie ou cepa, dose, tempo, forma de administração e fisiologia do hospedeiro. Desse modo, este trabalho tem como objetivo avaliar os efeitos fisiológicos da suplementação de Lactobacillus spp. no exercício físico através de uma revisão narrativa. Nessa perspectiva, foi realizada uma busca utilizando a base de dados PubMed com os descritores “probióticos”, “lactobacilos”, “microbiota intestinal” e “exercício físico”. Foram selecionados artigos publicados entre os anos de 2009 e 2023, nos idiomas português e inglês e estudos experimentais e com humanos. Os resultados mostraram que a suplementação com a cepa L. salivarius (UCC118) foi determinante para a proteção contra a hiperpermeabilidade intestinal induzida por exercícios, L. plantarum (TWK10) sugeriu efeitos positivos na regulação corporal. Além disso, L. helveticus Lafti L10 e L. fermentum (VRI-003) demonstraram efeitos positivos na redução da incidência e severidade de infecções respiratórias e a cepa L.plantarum (PS128) foi capaz de diminuir marcadores úteis ao retardo da fadiga muscular, lesão renal, estresse oxidativo e do dano muscular. Outrossim, a suplementação com L. plantarum (PL02) também sugeriu redução de marcadores relacionados ao retardo da fadiga muscular. Embora existam indícios do efeito benéfico da suplementação, mais estudos são necessários para a avaliação da força de evidência e recomendação desta espécie.
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A relação custo/caloria numa dieta vegana, com foco em hipertrofia muscular, emcomparação a dieta vegana e onívora normocalóricas.
(Universidade Federal do Oeste da Bahia, 2023) Letícia Prado Artiaga; Eduardo Fernandes Barbosa
Resumo : Introdução: Há uma ascensão do vegetarianismo no Brasil refletida em aumento das escolhas alimentares de preparações veganas e impulso do mercado para esta demanda. Hoje, consideram-se os suplementos provenientes de fontes vegetais tão boas em questão de qualidade, disponibilidade e digestibilidade quanto as proteínas obtidas a partir do soro do leite, não tendo resultados em relação a síntese proteica pensando no objetivo como hipertrofia, aquém dessas proteínas de origem animal quando há uma ingestão igual de aminoácidos essenciais. Logo, pode ser igualmente vantajoso a manutenção de uma dieta hipercalórica vegana como uma dieta hipercalórica onívora, considerando essa suplementação, seja com a proteína isolada de soja ou blends. No entanto, quando a dieta é feita exclusivamente com alimentos - ou seja, sem suplementos -, deve-se atentar a quantidades e combinações feitas, pois essas condutas determinam a melhor digestibilidade e aproveitamento dos nutrientes, impactando no objetivo do paciente. Objetivo: Analisar os dados referentes ao custo/caloria da dieta vegana nos seguintes cenários (hipercalórica com foco em hipertrofia muscular com e sem suplementação, e normocalórica) e no cenário da dieta onívora. Metodologia: Estudo transversal e descritivo, na qual foi realizada a pesquisa de preço nos mercados atacadistas de Barreiras - BA, a partir de dietas formuladas para o perfil feminino compondo dez dias de dieta. Os valores médios foram dispostos numa planilha a fim de obter a relação do custo/caloria para verificação de possíveis diferenças estatísticas, verificada através do teste de Tukey. Resultados: Os resultados demonstraram que a média da dieta hipercalórica vegana sem suplementação obtida dos 10 dias de dieta é a de maior custo, refletindo então numa possível discussão acerca da viabilidade da utilização de suplementos, ademais, dieta vegana normocalórica e dieta onívora normocalórica não apresentaram diferença estatística significativa. Conclusão: As dietas veganas com uso de suplementação possuem um menor valor da razão custo da porção pela sua caloria, podendo então ter sua utilização considerada numa dieta hipercalórica para fins de otimização da hipertrofia.
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Associação entre insegurança alimentar e doenças crônicas não transmissíveisem idosos da estratégia saúde da família.
(Universidade Federal do Oeste da Bahia, 2023) Verônica França Guedes; Marlus Henrique Queiroz Pereira
Resumo : Objetivo: Investigar a associação entre a Insegurança Alimentar (IA) e as Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) em idosos da Estratégia Saúde da Família (ESF). Método: Estudo transversal realizado com idosos residentes em domicílios particulares de um município do Nordeste do Brasil e cadastrados na ESF. A presença das DCNT consideradas no estudo (Diabetes Mellitus (DM); Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) e Dislipidemias) foi investigada por meio do diagnóstico médico autorrelatado (sim ou não). Já a IA foi avaliada através da Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA). Na análise dos dados foi feita a análise descritiva, a bivariada com o teste Qui-quadrado de Pearson e a regressão logística binomial. O nível de significância foi considerado para p p Resultados: Foram avaliados 316 idosos e observou-se uma prevalência de 63,3% para IA, com destaque para a IA leve (37,7%). Em relação às DCNT investigadas, observou-se uma prevalência de 24,1% para DM, 69,9% para HAS e 30,7% para dislipidemia. Na análise de regressão, após ajustes, não houve associação entre IA e HAS ou DM. Houve associação somente entre IA leve e dislipidemia (OR 1,986; IC 95%:1,055-3,738). Não foi encontrada associação entre IA moderada/grave e dislipidemia (OR 1,780; IC 95%: 0,883 – 3,588). Conclusão: Considerando as DCNT estudadas, a IA foi associada somente com a dislipidemia em domicílios com idosos atendidos pela ESF em um município do nordeste brasileiro. No entanto, essa associação ocorreu somente na presença da IA leve, possivelmente devido aos padrões alimentares irregulares e com baixa qualidade nutricional.
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Insegurança alimentar e declínio cognitivo em idosos da estratégia saúde da família.
(Universidade Federal do Oeste da Bahia, 2023) Gabriele Marques Silva; Marlus Henrique Queiroz Pereira
Resumo : Introdução: O Declínio Cognitivo (DC) se caracteriza por uma deterioração das habilidades intelectuais, com prejuízos às áreas como memória, linguagem e aprendizado. Uma alimentação irregular e insuficiente, condição comum nos indivíduos em Insegurança Alimentar (IA), pode contribuir para o quadro de DC em idosos, pois afeta a ingestão de nutrientes e a manutenção dos estados nutricional e de saúde. Objetivos: Avaliar a associação entre IA e DC em idosos comunitários. Metodologia: Trata-se de estudo transversal, realizado com indivíduos idosos de 60 anos ou mais residentes em domicílios particulares em um município do nordeste do Brasil, cadastrados na Estratégia Saúde da Família (ESF). A variável dependente (DC) foi avaliada através do Mini-Exame do Estado Mental (MEEM). A variável independente (IA) foi avaliada por meio da Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA). Para análise dos dados utilizou-se análise descritiva, teste qui-quadrado de Pearson e regressão logística binominal. Resultados: Foram avaliados 316 idosos, sendo que 63,3% estavam em IA e 59,8% apresentavam DC. Na análise bivariada houve associação entre as principais condições estudadas (p-valor = 0,026). Os resultados da regressão logística apontaram associação estatisticamente significante somente entre IA moderada e grave e DC (OR = 1,878; IC95%: 1,002 - 3,521). Não houve associação entre IA leve e DC (OR 1,52; IC95%: 0,888 - 2,634). Discussões e conclusões: Esse trabalho revelou uma associação entre IA moderada/grave e DC nos idosos comunitários da ESF. Possivelmente, padrões alimentares mais restritos, tanto em quantidade, como em qualidade; podem tornar essa população mais suscetível ao quadro de DC.