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Avaliação do potencial funcional de seriguela (Spondias purpurea) para produção de kefir de água.
(Universidade Federal do Oeste da Bahia, 2023) Nádia Monalisa Mendes Oliveira Santos; Fabrício Luiz Tulini; Volnei Brito de Souza
Resumo : Cada vez mais, as pessoas estão buscando opções saudáveis, ricas em nutrientes e benefícios funcionais. Nesse contexto, destaca-se a seriguela (Spondias purpurea), uma fruta tropical a qual oferece diversos benefícios, sendo uma excelente fonte de vitaminas, com valor nutricional elevado e compostos bioativos essenciais para a saúde humana. Somando-se a essas vantagens, a combinação da polpa de seriguela com kefir de água surge como uma proposta inovadora e de fácil acesso para promover benefícios ao consumidor. O kefir de água é um produto que contém probióticos e apresenta baixo valor calórico. Além disso, atende às necessidades daqueles que possuem alergia às proteínas do leite, intolerância à lactose e é uma opção adequada para os veganos. Diante disso, o objetivo deste trabalho foi avaliar o potencial funcional da seriguela para a produção de kefir de água. De acordo com as análises, a polpa de seriguela com casca apresentou pH de 3,63, 10,67 °Brix (SS, sólidos solúveis), 0,51% de acidez titulável (AT) em ácido cítrico e ratio (SS/AT) de 20,92. Na composição centesimal destacam-se a presença de 5,85% de proteínas, 6,05% de fibras, 8,12% de açúcares redutores e 2,52% de açúcares não redutores (em sacarose). Além disso, foi observado 982,09 mg de equivalentes de ácido gálico/100 g e 0,186 mg de carotenóides/100 g. Após a elaboração do kefir de água adicionado de polpa de seriguela, foi observado um pH final de 3,50 e 9,9 °Brix, além da contagem de bactérias láticas e leveduras de cerca de 8 e 6 log UFC/ml, respectivamente. Estes parâmetros foram similares ao kefir de água tradicional, indicando que a seriguela não interferiu negativamente no processo fermentativo, mostrando ser uma alternativa para aumentar o valor nutritivo do kefir.
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Análise da composição centesimal e compostos bioativos do umbum (Spondias tuberosa) para aplicação na produção de kefir de água saborizada
(Universidade Federal do Oeste da Bahia, 2023) Arthur de Oliveira Caldeira Rabelo; Fabricio Luiz Tulini; Volnei Brito de Souza
Resumo : O umbuzeiro (Spondia tuberosa) pertence à família Anacardiaceae, sendo uma espécie nativa bastante presente no semiárido brasileiro, possuindo como características principais a sua superfície lisa e de coloração verde-amarelada, uma polpa suculenta de cor branco esverdeada. Embora venha ganhando espaço no mercado nacional e internacional, não são muitos os produtos comercializados a partir de seu fruto, o que instiga ainda mais a produção de um produto a base do umbu, fruto este que possui um potencial antioxidante elevado, e acaba ressaltando seu valor nutricional. Isto posto, este trabalho tem como objetivo a análise da composição centesimal e compostos bioativos do umbu (Spondias tuberosa) para aplicação na produção de kefir de água saborizada. De acordo com as análises realizadas, a polpa de umbu apresentou os seguintes resultados para composição centesimal: 2,75% de açúcares redutores, 7,85% de açúcares não redutores, 6,9% de carboidratos, 0,47% de cinzas, 2,78% de fibras, 0,158% de fenólicos, 0,12% de lipídios, 89,15% de umidade e 5,31% de proteínas. Para a análise de pH e ºBrix (Sólidos solúveis), foram obtidos os valores de 2,88 e 7,03 respectivamente, além de 1,14% de acidez titulável (AT). Ao final da produção e do processo de fermentação do kefir de água saborizada com a polpa do umbu, foi observado um pH de 3,48 e 4,1 °Brix, já na análise microbiológica, onde foram realizadas as contagens de leveduras e bactérias láticas, os resultados obtidos foram de respectivamente 5 e 6 log UFC/ mL. As análises realizadas no kefir de água saborizada com polpa de umbu não mostraram nenhum impacto negativo em relação ao kefir controle (sem adição do umbu), indicando que a polpa do fruto pode ser utilizada para potencializar o valor nutritivo desta bebida fermentada.
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Desenvolvimento de Nanoemulsão a partir do óleo de Copaifera langsdorffii Desf. e do extrato aquoso de Magonia pubescens A. St. Hil.
(Universidade Federal do Oeste da Bahia, 2023) Letícia Kislley Andrade Laranjeira; Vanessa Cristina Rescia
Resumo : A utilização de materiais de origem vegetal em rotas de síntese verde de nanossistemas (nanopartículas de base lipídica com tensoativos de origem vegetal) é uma oportunidade de se obter materiais estruturados em nanoescala, inovadores, aplicáveis em áreas diversificadas e que sejam biocompatíveis, biodegradáveis, seguros e eficazes. Nesse sentido o objetivo com esse projeto foi o de desenvolver um sistema emulsionado nanotecnológico, ou seja, uma nanoemulsão do tipo óleo em água, sendo esta composta pelo óleo da Copaifera langsdorffii Desf., com o sistema tensoativo formado pelo extrato vegetal da Magonia Pubescens A. St. Hil., para formular um transportador dessas substâncias ativas que possuem potencial de aplicação em produtos farmacêuticos, cosméticos, alimentícios, agrícolas. Foi avaliado o teor de umidade das sementes da M. pubescens. Foram preparados extratos aquosos de M. pubescens para avaliação do teor de resíduo seco e seu perfil fitoquímico qualitativo preliminar e semiquantativo para as saponinas presentes. Os ensaios utilizados para identificação das classes de metabólitos secundários foram baseados em metodologias clássicas, que consistiram de reações de precipitação e/ou cromáticas. Também foram avaliados o pH, o índice de intumescência e a concentração micelar crítica. Do óleo de C. langsdorffii foi analisado o índice de emulsificação. Com base no EHL crítico pesquisado da C. langsdorffii, com valor de 14,8, foram realizados testes de preparo de nanoemulsão e emulsão. Os resultados obtidos na triagem fitoquímica revelaram a presença de alto teor de saponinas, bem como de alcaloides, taninos, flavonoides, triterpenos e esteroides, o teor de umidade foi de 4,8 %, para 1g da droga o índice de intumescimento foi 8,3 mL, indicativo da presença de mucilagens e propriedade emoliente. Os testes de nanoemulsão e emulsão não se mostraram satisfatórios, devido a separação de fases. Pelo estudo foi confirmado que a M. pubescens tem potencial terapêutico e como adjuvante farmacotécnico.
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Caracterização fitoquímica e avaliação das atividades biológicas do extrato etanólico das folhas da espécie Passiflora cincinnata MAST.
(Universidade Federal do Oeste da Bahia, 2023) Paloma Nunes Cavalcante; Katyúscya Veloso Leão; Cláudia Vieira Prudencio
Resumo : O uso de plantas medicinais no tratamento de diversas patologias é uma prática milenar, dentre as quais, a espécie Passiflora cincinnata Mast., utilizada popularmente no tratamento de insônia, doenças venéreas, renais, inflamações e hipertensão, tem sido o foco de vários estudos. Contudo, algumas ações como a antibacteriana contra Staphylococcus aureus, além de sua citotoxidade, permanecem pouco esclarecidas. Partindo desse suposto, este trabalho teve como objetivo avaliar tais ações em conjunto com o perfil fitoquímico do extrato etanólico de P. cincinnata. Inicialmente, realizou-se a análise fitoquímica qualitativa, a quantificação dos fenóis totais pelo método de Folin-Ciocalteu e quantificação de flavonoides pela metodologia descrita por Oppermann et al., (2017). Ademais, avaliou-se a atividade antioxidante pelo método de captura do radical DPPH•, a atividade antibacteriana pelo ensaio de difusão em ágar sólido e a citotoxidade frente ao microcrustáceo Artemia salina Leach. A partir destes experimentos, determinou-se mediante triagem fitoquímica a presença de saponinas, fenóis e taninos, bem como uma concentração de fenóis totais de 27,8 mg EqAG/g de amostra e 1,02 mg EqQ/g para flavonoides. A atividade antioxidante foi determinada pela EC50 de 64,45 e o ensaio realizado para avaliação da atividade antibacteriana não demonstrou inibição no crescimento da S. aureus nas concentrações testadas, que variaram de 400 a 0,7 µg.mL. Por fim, a avaliação do extrato etanólico da P. cincinnata, frente a sua toxicidade, determinou uma CL50 de 69,68 ppm e uma CL100 de 80 ppm. Tais resultados demonstram que essa espécie tem um potencial farmacológico promissor, mas necessita de mais estudos a fim de elucidar suas propriedades terapêuticas, visto que, este trabalho é um dos poucos presentes na literatura.
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Avaliação in silico do perfil ADMET e do potencial de inibição de derivados de 2,5- anidro-D-manitol frente à enzima fosfofrutoquinase de staphylococcus aureus e trypanosoma brucei.
(Universidade Federal do Oeste da Bahia, 2023) Rayssa Emily Mendes dos Santos; Stefânia Neiva Lavorato
Resumo : As infecções bacterianas e parasitárias são um problema de saúde global. Nesse contexto, bactérias como Staphylococcus aureus, que possui cepas resistentes a múltiplos fármacos, e parasitas como Trypanosoma brucei, causador da doença do sono, cujo tratamento é limitado e complexo, são de grande importância pública e causam doenças que necessitam de novos tratamentos. A enzima fosfofrutoquinase (PFK) catalisa a terceira etapa da via glicolítica, principal fonte de geração de energia em diferentes seres vivos, inclusive nas duas espécies citadas. Essa enzima possui diferenças estruturais quando se compara as isoformas presentes nesses microrganismos e a isoforma presente nas células humanas, o que garante uma maior seletividade de ação a um fármaco, tornando-a um alvo interessante para realização de estudos buscando novos agentes com atividade anti-T. brucei e anti-S.aureus. O 2,5-anidro-Dmanitol (2,5-AM), um análogo da ß-D-frutofuranose, foi modificado e avaliado em diferentes estudos, gerando derivados que tinham uma ação inibitória de PFK. Considerando-se os derivados já descritos na literatura, o presente trabalho objetivou realizar uma análise in silico do perfil de interação de catorze novos derivados de 2,5-anidro-D-manitol bis-substituídos com a enzima PFK de T. brucei e S. aureus e prever os perfis de absorção, distribuição, metabolismo, eliminação e toxicidade (ADMET) desses compostos. Em geral, os compostos estudados apresentaram um bom perfil de interação com as enzimas e perfis ADMET aceitáveis, sendo observada a tendência de melhores propriedades farmacocinéticas e de toxicidade para os compostos com perfis de interação menos favoráveis ou vice-versa. As interações observadas entre as moléculas e alguns resíduos essenciais às atividades catalíticas das enzimas são um bom indicativo do seu potencial inibitório, apontando para a necessidade de se continuar o estudo desses compostos como potenciais candidatos a novos fármacos, destacando-se as moléculas 9 e 11 por apresentaram melhor perfil de interação e ADMET em conjunto.