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Efeito da nimesulida na virulência de Staphylococcus aureus: alterações morfológicas e sobrevida de Caenorhabditis elegans
(Universidade Federal do Oeste da Bahia, 2025) Vitor Caldeira de Carvalho; Mary Hellen Fabres Klein
Resumo : Staphylococcus aureus é um dos principais patógenos bacterianos associados a elevada morbimortalidade global decorrente de infecções. Esse microrganismo é capaz de desencadear ampla gama de doenças, variando desde infecções cutâneas superficiais até quadros graves, como pneumonia necrosante e sepse. Nesse contexto, além da busca por novos antibióticos, tem-se investigado compostos com potencial de modular a virulência bacteriana. A nimesulida, um AINE ainda pouco explorado no contexto anti-virulência, demonstrou em estudo preliminar desenvolvido por nosso grupo de pesquisa a capacidade de reduzir significativamente a atividade proteolítica de S. aureus USA300, ao mesmo tempo em que aumentou a produção de biofilme e estafiloxantina. Assim, o presente estudo teve como objetivo investigar os efeitos da nimesulida sobre a infecção in vivo por S. aureus USA300 e por cepas clínicas, utilizando o modelo animal Caenorhabditis elegans. Foram avaliados os efeitos do tratamento sobre a sobrevivência dos nematóides, bem como sobre parâmetros morfológicos, incluindo tamanho corporal, diâmetro e volume, entre os vermes que sobreviveram à infecção. Além disso, foram analisadas as alterações anatômicas observadas nos vermes que morreram durante o curso infeccioso. Observou-se que a infecção reduziu significativamente a taxa de sobrevivência dos vermes, enquanto o tratamento com nimesulida aumentou de forma expressiva a sobrevida dos animais, indicando um efeito protetor do medicamento. Além disso, o fármaco atenuou a redução do comprimento, diâmetro e volume corporal, bem como diminuiu alterações anatômicas, como distensão intestinal, que foram mais pronunciadas nos vermes que morreram durante a infecção sem tratamento. Esses achados sugerem que a nimesulida pode modular a virulência de S. aureus, contribuindo para seu reposicionamento farmacológico e se apresentando como uma alternativa promissora no desenvolvimento de estratégias antipatogênicas e no enfrentamento da resistência antimicrobiana.
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Avaliação de xaropes utilizando extrato etanólico das folhas de Croton blanchetianus.
(Universidade Federal do Oeste da Bahia, 2025) Isadora Bernardes de Souza Moura; Giovana Damasceno Sousa
Resumo : O Croton blanchetianus Baill., conhecido popularmente como marmeleiro, é uma espécie nativa da Caatinga amplamente utilizada na medicina tradicional devido às suas potenciais atividades anti-inflamatória, analgésica e antimicrobiana. Considerando o crescente interesse por produtos naturais e a necessidade de estudos que validem o uso de plantas medicinais, este trabalho teve como objetivo obter e avaliar formulações de xarope desenvolvidas com o extrato etanólico das folhas de C. blanchetianus. A análise fitoquímica qualitativa dos extratos permitiu identificar classes de metabólitos secundários relevantes do ponto de vista farmacológico. O extrato hidroalcoólico apresentou resultados positivos para taninos e saponinas, enquanto os extratos etanólicos demonstraram presença de alcaloides, taninos, saponinas e quinonas. O extrato macerado por dezessete dias também indicou presença de flavonoides. Esses achados corroboram estudos prévios que destacam o potencial terapêutico da espécie. Com base nos extratos obtidos, foram preparadas duas formulações de xarope: uma convencional, à base de sacarose, e outra dietética, utilizando carboximetilcelulose e estévia como substitutos não glicogênicos. As formulações foram avaliadas quanto aos parâmetros físico-químicos e microbiológicos, incluindo viscosidade, pH e contagem de micro-organismos mesofílicos após armazenamento por quinze dias em temperatura ambiente (25 °C) e temperatura elevada (35 °C). Os resultados não indicaram estabilidade preliminar adequada: alterações significativas de precipitação e pH ao longo do período de análise. Além disso, as contagens microbiológicas permaneceram fora dos limites aceitáveis, indicando contaminação. Os resultados obtidos demonstram que os extratos de Croton blanchetianus possuem perfis fitoquímicos compatíveis com sua aplicação potencial em formulações farmacêuticas e que podem ser incorporados em xaropes de maneira tecnicamente viável. As formulações não apresentaram estabilidade físico-química e microbiológica nas condições testadas. Conclui-se que o estudo fornece base preliminar para futuras investigações que envolvam padronização, ensaios biológicos e avaliação da segurança do uso terapêutico da planta.
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Estudo da atividade antiprotozoária de plantas do gênero mentha l. Como fitoterápico no tratamento da giardíase: uma revisão sistemática
(Universidade Federal do Oeste da Bahia, 2023) Luiz Felipe de Oliveira Santos; Dayane Otero Rodrigues
Resumo : A giardíase é uma protozoose que afeta tantos países desenvolvidos quanto subdesenvolvidos, sento a doença parasitária com maior prevalência no mundo todo. Essa doença é causada por um protozoário flagelado unicelular chamado de Giardia lamblia. A sua transmissão ocorre devido a ingestão de cistos do parasito provenientes de fezes que podem contaminar água de poços, açudes, rios, piscinas e lagos, além de outros materiais, superfícies e solo. O tratamento dessa doença pode ser feito mediado por diversas classes de drogas como o caso do nitroimidazóis como metronidazol, secnidazol, tinidazol; nitrofuranos como a furazolidona além dos benzimidazóis como albendazol e fenbendazol. Entretanto, cepas de Giardia desenvolveram resistências a alguns desses medicamentos. Ademais, alguns desses medicamentos apresenta propriedades carcinogênicas, teratogênicas e embriotóxicas, além de efeitos colaterais mais brandos como náusea, perda de apetite, vômitos, diarreia, letargia e fraqueza. Sendo assim, a procura de novas drogas para driblar a resistência do parasito além de buscar efetividade de forma mais segura e com menos eventos adversos se torna necessária. Uma terapia alternativa para o tratamento da giardíase se dá pelo uso de plantas do gênero Mentha L. como fitoterápico para essa protozoose. Já existem drogas que se dispõem de plantas desse gênero como princípio ativo no mercado, além do uso popular das mesmas para essa parasitose. O presente trabalho se trata de uma revisão da literatura com o objetivo de investigar a atividade de plantas do gênero Mentha L. no tratamento da giardíase. O material bibliográfico foi levantado das seguintes bases de dados: PubMed, LILACS e Google Acadêmico. Foram incluídos todos os artigos que abordaram o estudo da atividade de partes de plantas, extratos, frações, óleos essenciais ou formulações de plantas do gênero Mentha L. contra a Giardia lamblia. A busca nas bases de dados gerou um total de 653 artigos encontrados, contudo apenas 7 se enquadraram na proposta do trabalho de revisão. Desses artigos, 2 deles se trataram de estudos in vivo e abordaram a mesma espécie de menta (Mentha crispa) os demais realizaram ensaios in vitro, abordando as seguintes espécies: 3 deles a Mentha x piperita, 1 a Mentha spicata e 1 a Mentha longifolia. Como resultado, os estudos demonstraram diferentes atividades para as várias espécies de Mentha spp. abordadas. Contudo, em grande parte dos estudos pelo menos uma formulação das plantas testadas apresenta atividade baixa, moderada ou alta contra as espécies de Giardia sp. Dessa forma, conluiu-se que o uso de espécies do gênero Mentha L. no tratamento da giardíase é promissor, servindo de terapia alternativa às drogas sintéticas já existentes no mercado.
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Os principais problemas da terapia medicamentosa em pediatria no Brasil: uma revisão de literatura.
(Universidade Federal do Oeste da Bahia, 2023) Fabriciano Teixeira Bisneto; André Leandro Silva; Gabriella Fernandes Magalhães
Resumo : A indústria farmacêutica enfrenta desafios significativos quando se trata de oferecer opções terapêuticas adequadas para públicos específicos. Entre esses grupos, a população pediátrica frequentemente se vê desprovida de alternativas seguras e eficazes de tratamento, devido a questões éticas, financeiras e legais. Para preencher essa lacuna, transformações nas formas farmacêuticas são frequentemente realizadas com o objetivo de atender melhor a esse público. Este estudo se trata de uma revisão integrativa da literatura que propôs avaliar as evidências disponíveis sobre o uso de derivações farmacêuticas pela população pediátrica e avaliar o cenário de incorporações de tecnologias farmacêuticas medicamentosas para esse público no Brasil. A coleta de informações foi conduzida em bancos de dados eletrônicos, incluindo PubMed, SciELO, Biblioteca Virtual em Saúde, CAPES na sessão de teses e dissertações e Google Acadêmico. Foram estabelecidos como critérios de inclusão, para os artigos-resultados, trabalhos relacionados ao cenário nacional, em língua portuguesa, e estudos publicados entre os anos de 2007 e 2023. Os artigos utilizados para a discussão não tiveram restrições temporal e de idioma. Ao todo, foram identificados 76 medicamentos que passaram por algum tipo de derivação farmacêutica e/ou uso off-label para uso pediátrico. As principais razões para as derivações foram a dose e forma farmacêutica. Dos dados obtidos através da revisão, constatou-se que 47% dos medicamentos transformados ou de uso off-label não constam na lista de recomendações da OMS. Portanto, destaca-se a urgência de ampliar a inclusão de formulações e dosagens específicas para crianças, com o objetivo de promover tratamentos adequados para esse público.
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Avaliação do potencial funcional de seriguela (Spondias purpurea) para produção de kefir de água.
(Universidade Federal do Oeste da Bahia, 2023) Nádia Monalisa Mendes Oliveira Santos; Fabrício Luiz Tulini; Volnei Brito de Souza
Resumo : Cada vez mais, as pessoas estão buscando opções saudáveis, ricas em nutrientes e benefícios funcionais. Nesse contexto, destaca-se a seriguela (Spondias purpurea), uma fruta tropical a qual oferece diversos benefícios, sendo uma excelente fonte de vitaminas, com valor nutricional elevado e compostos bioativos essenciais para a saúde humana. Somando-se a essas vantagens, a combinação da polpa de seriguela com kefir de água surge como uma proposta inovadora e de fácil acesso para promover benefícios ao consumidor. O kefir de água é um produto que contém probióticos e apresenta baixo valor calórico. Além disso, atende às necessidades daqueles que possuem alergia às proteínas do leite, intolerância à lactose e é uma opção adequada para os veganos. Diante disso, o objetivo deste trabalho foi avaliar o potencial funcional da seriguela para a produção de kefir de água. De acordo com as análises, a polpa de seriguela com casca apresentou pH de 3,63, 10,67 °Brix (SS, sólidos solúveis), 0,51% de acidez titulável (AT) em ácido cítrico e ratio (SS/AT) de 20,92. Na composição centesimal destacam-se a presença de 5,85% de proteínas, 6,05% de fibras, 8,12% de açúcares redutores e 2,52% de açúcares não redutores (em sacarose). Além disso, foi observado 982,09 mg de equivalentes de ácido gálico/100 g e 0,186 mg de carotenóides/100 g. Após a elaboração do kefir de água adicionado de polpa de seriguela, foi observado um pH final de 3,50 e 9,9 °Brix, além da contagem de bactérias láticas e leveduras de cerca de 8 e 6 log UFC/ml, respectivamente. Estes parâmetros foram similares ao kefir de água tradicional, indicando que a seriguela não interferiu negativamente no processo fermentativo, mostrando ser uma alternativa para aumentar o valor nutritivo do kefir.