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Submissões Recentes
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Automedicação em discentes da área da saúde durante a pandemia da COVID19
(Universidade Federal do Oeste da Bahia, 2025) Eliana Luz Lopes; Werlissandra Moreira de Souza
Resumo : Introdução: A automedicação corresponde ao uso de medicamentos para tratar doenças ou distúrbios autolimitados, embora comum, ocasiona riscos e consequências, sendo considerada um problema de saúde pública. Objetivo: Avaliar a prática da automedicação entre estudantes da área da saúde durante a pandemia da COVID-19. Métodos: Trata-se de um estudo descritivo observacional realizado na Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB) em Barreiras (BA). A amostra foi formada por 255 estudantes. Um questionário foi aplicado para coletar dados demográficos sobre o conhecimento, prática e causas da automedicação. Resultados: Entre os participantes, 87% tinham entre 18 a 24 anos, sendo 71% do gênero feminino e 95% solteiros. Embora 67% relataram ter conhecimento suficiente sobre automedicação, 80% dos estudantes se automedicaram para COVID-19 ou outro problema de saúde, além disso, 53% utilizaram medicamentos não prescritos como forma de prevenção. Quanto a prescrição ou orientação dos medicamentos, 32% relataram que foi por indicação própria e apenas 14% receberam orientação tanto de médicos quanto de farmacêuticos. Dentre as classes de medicamentos utilizadas, destacaram-se as vitaminas com 36%. As principais causas da automedicação foram: ter apresentado sintomas relacionados à COVID-19 e medo de infecção ou contato com casos suspeitos da doença. Não houve relação significativa na prática da automedicação envolvendo os estudantes da saúde, entretanto, as mulheres se automedicaram mais do que homens. Conclusão: Os resultados demonstraram a necessidade de campanhas educativas para promoção do uso racional de medicamentos, bem como conscientização dos estudantes em relação aos riscos potenciais associados a essa prática sem orientação adequada.
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Avaliação de prescrição de medicamentos da atenção primária à saúde do Município de Barreiras (BA)
(Universidade Federal do Oeste da Bahia, 2025) Ruan Prado das Chagas; Werlissandra Moreira de Souza
Resumo : Introdução: A prescrição médica é um documento legal e suas falhas podem gerar sérios riscos à saúde do paciente, comprometendo a eficácia do tratamento e agravando condições clínicas. Objetivo: Este estudo analisou prescrições de medicamentos da atenção primária à saúde do município de Barreiras (Ba). Material e Métodos: Trata-se de um estudo observacional descritivo-exploratório. Considerou-se 16.800 prescrições analisadas na Farmácia Cidadã I no período de um ano, com intervalo de confiança de 95%, erro amostral de 5% e inclusão de 20% de perdas. Os dados foram coletados de segundas vias de prescrições com 2 ou mais medicamentos. Utilizou-se apenas dados das prescrições, não necessitando de aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa. Resultados: Foram analisadas 451 prescrições, com média de 3,64 medicamentos, acima do recomendado pela OMS. Destas, 284 (62,97%) continham medicamentos de controle especial. Todas as prescrições apresentaram incompletudes: ausência de idade do paciente em 445 (98,66%), intervalo de doses em 293 (64,96%) e dados do prescritor em 220 (48,78%). Também foram observados 358 (79,3%) casos de uso excessivo de abreviaturas e 330 (73,1%) prescrições manuscritas. Identificou-se 275 (61%) por nome genérico, 86 (42,16%) ausentes nas listas RENAME e REMUME e 435 (96,45%) interações medicamentosas. Conclusão: Observou-se carências preocupantes nas prescrições de medicamentos, sendo indispensável a capacitação de profissionais para adaptação das práticas conforme as legislações em vigência, como forma de garantir a administração segura dos medicamentos.
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Automedicação entre universitários no contexto da COVID-19
(Universidade Federal do Oeste da Bahia, 2025) Bianca dos Santos Silva; Werlissandra Moreira de Souza.
Resumo : A automedicação é a prática de consumir medicamentos sem a orientação de um profissional de saúde habilitado. OBJETIVO: Avaliar a prática da automedicação experimentada por estudantes dos cursos das ciências exatas e das tecnologias da UFOB durante a pandemia da COVID-19. MÉTODOS: Trata-se de uma pesquisa do tipo observacional, descritiva, com delineamento transversal. Dos 1133 alunos que se enquadraram nos critérios de inclusão, 288 estudantes compuseram a amostra. As informações foram coletadas através de um questionário que analisou o perfil dos entrevistados e questões relacionadas ao conhecimento, causas e prática da automedicação. RESULTADOS: A maioria dos estudantes era do gênero feminino (50,3%), com predominância nas idades entre 18 a 24 anos e em sua maioria solteiros(as). Participaram do estudo alunos do primeiro ao décimo semestre, com predominância entre o primeiro e terceiro semestre (43,4%). Observou-se que durante a pandemia, 34,4% dos estudantes afirmaram ter sido diagnosticados com COVID-19 e 81,2% se automedicaram no período pandêmico. Não houve relação significativa na prática da automedição entre os estudantes dos diferentes cursos. Embora a maioria afirmou ter ouvido falar sobre automedicação, apenas 26% consideram seu conhecimento suficiente. Identificou-se que as principais influências para automedicação foram por ter apresentado sintomas relacionados à COVID-19, por medo da infecção e pela influência de família, amigos e mídias. Dentre os medicamentos utilizados, destacou-se vitaminas (33,3%), fitoterápicos (13,97%) e relaxantes musculares (13,97%). CONCLUSÃO: Os resultados obtidos demonstram a necessidade de conscientização, bem como medidas educativas sobre o uso racional de medicamentos para os estudantes do ensino superior.
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Desenvolvimento de formulações com o potencial mucoadesivo contendo extrato de leonotis nepetifolia visando o tratamento da candidíase oral.
(Universidade Federal do Oeste da Bahia, 2024) Bárbara Fernanda Barbosa; Giovana Damasceno Sousa
Resumo : É amplamente reconhecido que as plantas medicinais são utilizadas na produção de medicamentos, sendo uma rica fonte de produtos naturais biologicamente ativos, oferecendo propriedades físico-químicas e biológicas ideais para o desenvolvimento de fármacos. A Leonotis nepetifolia, pertencente à família Lamiaceae, possui atividades antifúngica, antiinflamatória, antioxidante e antimicrobiana. Dessa forma, é uma alternativa promissora para o tratamento da candidíase oral, uma infecção fúngica comum causada pelo crescimento excessivo de espécies do gênero Candida spp., principalmente C. albicans. Embora a candidíase oral seja amplamente reconhecida, suas manifestações clínicas são variadas. Diante disso, o presente trabalho teve como objetivo desenvolver formulações com potencial mucoadesivo contendo extrato de Leonotis nepetifolia visando ao tratamento da candidíase oral. Para tanto, foi preparado um extrato hidroalcóolico, seguido por testes fitoquímicos para a identificação de flavonoides e taninos, compostos que contribuem para as ações desejadas na formulação. Posteriormente, foi preparado formulações com diferentes quantidades de carboximetilcelulose e hidroximetilcelulose, até atingir boas condições de homogeneidade e um pH adequado para a mucosa bucal. Além disso, foram realizadas análises de aspecto, cor, odor, viscosidade, comportamento reológico, contagem do número total de microrganismos mesofílicos e o teste preliminar da sensibilidade das formulações e do extrato frente à cepa de C. albicans. Os resultados das formulações foram satisfatórios, sem ocorrência de separação de fases, formação de grumos ou alteração de cor e odor. O pH das formulações ficou entre 6,0 e 6,26, dentro da faixa adequada para via de administração. As formulações desenvolvidas demonstraram comportamento não-newtoniano, do tipo tixotrópico e pseudoplástico e não apresentaram contaminação microbiana, seja por fungos ou bactérias. Além disso o teste preliminar de sensibilidade indicou uma eficácia significativa do extrato contra o microrganismo, mas de acordo com a técnica utilizada as formulações não apresentaram o mesmo efeito, o que pode ser explicado pela diluição das mesmas. Diante do exposto, foi possível desenvolver um produto com potencial para atuar como alternativa no tratamento da candidíase oral.
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Uso de anticoncepcionais por universitárias: perfil de uso e riscos associados
(Universidade Federal do Oeste da Bahia, 2024) Jucinete Guedes Lima; Izabela Barbosa Moraes
Resumo : Com o aumento populacional observado nas últimas décadas, surgiu a necessidade de controle da população, principalmente por meio do planejamento familiar. A forma mais utilizada e mais eficaz para este planejamento é a utilização dos métodos contraceptivos como principal prevenção de uma gestação indesejável. Atualmente, existem diferentes métodos de contracepção, como o método hormonal caracterizado como reversível não natural. Trata-se do uso de hormônios sintéticos que regulam a ovulação, por meio dos seus constituintes (estrógeno e progesterona), que inibem a liberação do ovócito, evitando assim a gravidez. Apesar de serem prescritos para o controle efetivo da taxa de fecundidade, os anticoncepcionais hormonais também podem ser utilizados para tratamento de algumas condições, como acne, endometriose, síndrome do ovário policístico, entre outras. Contudo, apesar da sua eficácia terapêutica, ainda são comuns erros quanto à sua utilização, podendo resultar em efeitos adversos indesejados. Dessa forma, o objetivo do presente trabalho foi identificar o uso de métodos contraceptivos por universitárias da UFOB, avaliando indicações e formas de uso, com o intuito de caracterizar o perfil das mulheres que fazem uso de anticoncepcionais e os possíveis efeitos adversos. Para tanto, foram utilizados formulários que foram divulgados nos diferentes cursos da universidade, direcionado para mulheres com faixa etária de 18 a 49 anos, que utilizam ou já utilizaram algum método contraceptivo hormonal. Como resultado, observou-se que cerca de 68% delas utilizam os anticoncepcionais hormonais apenas como método contraceptivo, enquanto cerca de 15% utilizam para tratamento de alguma patologia, ou outros motivos como regulação do ciclo. Dentre as principais doenças ou condições citadas, estão a SOP (28%), o controle de cólica intensa ( 14%) e controle da acne (14%). O anticoncepcional mais utilizado pela população estudada possui como princípio ativo o Etinilestradiol (0,15mg) associado ao Levonorgestrel (0,03mg). Os principais efeitos indesejados descritos foram a diminuição da libido, dores de cabeça, ganho de peso, náusea e alterações de humor. Desta forma, apesar da grande evolução da percepção das mulheres quanto aos riscos e benefícios, ainda há uma lacuna a ser preenchida diante de todas as dúvidas que podem contribuir para um uso inadequado, e aumentando assim os riscos à saúde.