Navegando por Autor "Gisllane da Cruz Rocha"
Agora exibindo 1 - 1 de 1
Resultados por página
Opções de Ordenação
- ItemEfeitos teratogênicos e abortivos de diferentes plantas medicinais existentes bioma cerrado e da Bahia: uma revisão de literatura.(Universidade Federal do Oeste da Bahia, 2023) Gisllane da Cruz Rocha; Julianna Joanna Carvalho Moraes de Campos BaldinResumo : A utilização das plantas medicinais como forma terapêutica vem acompanhando a humanidade através do tempo, e tal prática vem sendo implementada ao longo dos anos como alternativa aos medicamentos sintéticos. Entretanto, por não necessitarem de prescrição médica, se vê a possibilidade dessa utilização ser de forma indiscriminada, o que vem a ser um risco importante em mulheres grávidas, visto que a teratogenicidade é uma preocupação. No entanto, o uso de plantas medicinais ou seus extratos não estão livres de reações adversas, pois esses contêm substâncias que podem ser tóxicas para o corpo humano e para o feto, podendo, assim, terem efeitos potenciais de embriotoxicidade, efeitos teratogênicos e abortivos. Isso ocorre, por exemplo, porque: alguns constituintes da planta podem atravessar a placenta e, assim, atingir o feto; alguns agentes fitoquímicos e seus metabólitos são conhecidos por induzir estimulação de contração uterina e desequilíbrio hormonal, os quais podem resultar em aborto. Ainda, devido a uma grande variedade de modos de ação dos agentes fitoquímicos, algumas plantas medicinais podem ser seguras para usar durante certos trimestres da gravidez e prejudiciais em outros estágios. O objetivo dessa revisão de literatura foi levantar plantas medicinais disponíveis no cerrado baiano e, analisando a literatura, verificar se os estudos publicados relatam possíveis efeitos teratogênicos, embriotóxicos ou abortivos. Para esse estudo foram utilizados as bases de dados: Bireme, Scielo e PubMed, fazendo uso de termos específicos combinados com complementos. Após, foi selecionado os artigos com base em critérios específicos. Tais estudos mostraram que as espécies vegetais: Aloe vera, Peumus boldus, Baccharis trimera, Foeniculum vulgare, Matricaria recutita e Rosmarinus officinalis apresentam riscos consideráveis quando utilizados especialmente no primeiro e terceiro trimestre da gestação. É esperado que os resultados desse trabalho possam subsidiar ações que contribuam com o uso de plantas medicinais pelas gestantes.