Navegando por Autor "José Carlos Moreira de Souza Júnior"
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- ItemPrevalência de esquistossomose mansônica em São Desidério – Bahia noperíodo de 2018 a 2019.(Universidade Federal do Oeste da Bahia, 2022) José Carlos Moreira de Souza Júnior; Luiz Gustavo Rodrigues OliveiraResumo : A esquistossomose está presente em uma extensa área do Brasil, sendo um importante problema de saúde no país. A Bahia é o estado com a segunda maior área endêmica do Brasil. Dos 417 municípios, a esquistossomose está presente em 251. A doença já foi detectada em todas as regiões do estado. A ausência de saneamento básico é um dos principais fatores para a propagação da doença, pois é a partir da presença de ovos do parasita advindos das fezes do homem em rios e lagos, juntamente a caramujos do gênero Biomphalaria que ocorre o desenvolvimento do ciclo evolutivo do helminto Schistosoma mansoni. O município de São Desidério é constituído por uma grande área territorial formada, principalmente por distritos rurais que são carentes de saneamento básico. Diante disso, o presente trabalho teve o objetivo de analisar a prevalência de esquistossomose mansônica no município de São Desidério – Bahia no período de 2018 a 2019. Para isso, foi realizado um estudo de caráter observacional descritivo, com delineamento transversal, a partir da análise de dados secundários obtidos pela Vigilância Epidemiológica de São Desidério que disponibilizaram dados de inquéritos coproscópicos de casos confirmados de esquistossomose. Os dados foram analisados baseando-se no Coeficiente de Correlação de Pearson para verificar associação entre as variáveis (Abastecimento de Água, Esgoto Sanitário e Índice de Desenvolvimento Humano Municipal- IDHM) com o quadro de esquistossomose. A prevalência de esquistossomose no município de São Desidério é baixa em relação aos valores de prevalência de outros municípios da Bahia, assim apresentou uma prevalência menor que a do país. Foi encontrada uma associação estatisticamente significante entre as variáveis esgotamento sanitário e IDHM com a prevalência. A maioria dos casos de infectados no município estão concentrados na zona rural. Piores condições socioeconômicas em relação à área urbana favorecem a contaminação dos moradores da zona rural.