Navegando por Autor "Maria Luiza Souza Oliveira"
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- ItemAroeiras do cerrado: uma revisão dos aspectos fitoquímicos e biológicos.(Universidade Federal do Oeste da Bahia, 2022) Maria Luiza Souza Oliveira; Vanessa Cristina Rescia; Marina Meirelles PaesResumo : O Brasil é o país com maior biodiversidade e possui diversos biomas espalhados por todo o seu território. Dentre eles, o Cerrado é o segundo maior bioma em extensão territorial e possui em torno de 12600 espécies de plantas. Dentre todas as espécies encontradas, destaca-se a família Anacardiaceae. Esta família é conhecida por possuir espécies com amplo uso medicinal e alimentício e amplo valor econômico. Foram escolhidas 3 espécies desta família, conhecidas popularmente como Aroeira – Astronium fraxinifolium Schott, Myracrodruon urundeuva M. Allemão, Schinus terebinthifolius Raddi – e encontradas no Cerrado para a realização deste estudo. Portanto, este estudo tem como objetivo produzir uma revisão bibliográfica sobre as espécies escolhidas para encontrar evidências da sua efetividade frente ao uso popular. A pesquisa da bibliografia foi realizada através da base de dados Google Scholar, utilizando artigos, teses, monografias e dissertações publicadas no período de 2012-2022. As folhas e cascas de A. fraxinifolium Schott foram estudadas quanto à sua atividade antimicrobiana, onde flavonoides foram encontrados nos testes fitoquímicos das cascas e folhas. Foi evidenciado o seu uso popular para o tratamento da AIDS. A M. urundeuva M. Allemão é utilizada popularmente para o tratamento de inflamações e teve sua atividade antimicrobiana estudada nas pesquisas biológicas. A S. terebinthifolius Raddi é a única das espécies estudadas presente na RENAME e possui suas propriedades antimicrobianas e o seu uso para o tratamento de infecções vaginais evidenciadas pelos medicamentos encontrados à venda no mercado farmacêutico e as indicações nos compêndios oficiais. A partir dos conhecimentos obtidos neste estudo, sobre a etnofarmacologia e a fitoquímica de tais espécies, estimulam a realização de estudos futuros sobre as atividades biológicas, sem consolidação científica, e trazem valor ao conhecimento científico acerca das espécies do Cerrado.