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Navegando por Autor "Vitória Souza da Mota Alcântara"

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    A denervação renal como uma nova abordagem terapêutica da hipertensão arterial resistente : uma revisão integrativa da literatura
    (Universidade Federal do Oeste da Bahia, 2025) Vitória Souza da Mota Alcântara; Carlos Eduardo Lins Franca Piau.; Pablinny Moreira Galdino de Carvalho.
    Resumo : Introdução: Hipertensão Arterial Resistente (HAR) é definida quando a pressão arterial (PA) do paciente permanece acima das metas recomendadas (PA sistólica > 140 mmHg e PA diastólica > 90 mmHg) com uso, nas doses máximas preconizadas, comprovada adesão e em frequência apropriada, de três anti-hipertensivos de diferentes classes, incluindo: um diurético tiazídico (DT) de longa duração, um bloqueador dos canais de cálcio (BCC) e um bloqueador do sistema reninaangiotensina-aldosterona (inibidor da enzima conversora da angiotensina [IECA] ou bloqueador do receptor de angiotensina [BRA]). Já a denervação simpática renal (DSR) se configura como o método de principal relevância nas novas abordagens terapêuticas não farmacológicas da HAR, sobretudo por abordar a teoria de sinergismo entre o sistema nervoso simpático renal e a manutenção do quadro hipertensivo. Objetivos: Analisar, através de uma revisão integrativa da literatura, as produções científicas sobre denervação renal e a eficácia dessa terapêutica na redução da pressão arterial em pacientes com hipertensão arterial resistente não controlada. Métodos: Foi realizada uma revisão integrativa da literatura através de uma coleta de artigos publicados entre janeiro de 2014 e novembro de 2024 em plataformas como PubMed, Scielo e Periódicos CaPES. Resultados: Foram incluídos 20 artigos, majoritariamente internacionais, com apenas dois brasileiros, predominando metodologias do tipo RCT ou sham. O método mais utilizado foi a radiofrequência, que apresentou reduções consistentes da pressão arterial, especialmente após 6 meses, com manutenção parcial em até 36 meses. O ultrassom demonstrou efeito favorável em análises longitudinais de curto prazo, mas com resultados menos expressivos nos estudos comparativos e sem dados a longo prazo. Já a técnica alcoólica foi pouco estudada e não evidenciou benefício sustentado em relação ao controle após 12 meses. Conclusão: Após o desenvolvimento da presente revisão integrativa, conclui-se que o método de denervação renal configura-se como uma terapêutica promissora para o manejo da hipertensão resistente e apresenta um perfil de segurança favorável, bem como eficácia consistente em diferentes horizontes temporais.
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