Uso de medicamentos por gestantes atendidas pela estratégia saúde da família: prevalência e fatores associados

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Data
2021
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Editor
Universidade Federal do Oeste da Bahia
Resumo
Resumo : Devido a uma cultura medicalizadora, o medicamento é visto como a única opção de cura para as gestantes. A utilização de medicamentos durante a gestação pode expor o feto a consequências negativas. O cenário desse uso por gestantes vem se revelando uma prática cada vez mais crescente e comum apesar de que o conhecimento sobre a segurança de medicamentos na gestação esteja limitado a poucas evidências científicas. Desse modo, estudos observacionais contribuem para iluminar aspectos na assistência materna e infantil. Diante disso, o presente estudo objetiva avaliar o uso de medicamentos, a exposição a potenciais riscos e os fatores associados antes e durante a gestação pelas gestantes atendidas pela Estratégia Saúde da Família no município de Barreiras, Bahia. Trata-se de um estudo transversal aninhado a uma coorte prospectiva com gestantes que realizaram o pré-natal na Estratégia Saúde da Família no município de Barreiras, Bahia. Foram coletadas informações sobre variáveis socioeconômicas e maternas e dados da gestação, como o uso de medicamentos autorreferidos. Posteriormente, os medicamentos foram classificados consoante os níveis da Anatomical Therapeutic Chemical Classification System, os seus potenciais riscos pela Food and Drug Administration e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Foi realizada a análise da prevalência de utilização de medicamentos antes e durante a gestação e seus fatores associados considerando intervalo de confiança de 95% e nível de significância de 5% por meio da regressão de Poisson com variância robusta. Foram incluídas no estudo 337 gestantes, sendo o uso de medicamentos antes e durante a gestação relatado por, respectivamente, 35% e 80%. A classe dos medicamentos mais prevalentes antes da gestação foram os analgésicos, a dipirona se destacando como o mais frequente. Durante a gravidez, houve uma maior prevalência de gestantes que utilizaram medicamentos para o sangue e órgãos hematopoiéticos (64,4%). A maioria dos medicamentos utilizados antes da gestação possuíam classificação de risco C (42%) e considerados contraindicados na gestação (58%). Durante a gestação, 76% apresentavam categoria A e 73% eram de uso indicado. Através da determinação dos fatores associados, foi evidenciado a renda familiar (=1 salário mínimo; RP:1,62; IC: 1,02-2,55) como fator associado ao uso anterior à gestação; e a existência de problemas de saúde (RP: 2,32; IC: 1,27-4,22) e de queixas na gestação (RP: 2,39; IC: 1,28-4,47) tiveram associação para o uso durante. Diante disso, o consumo de medicamentos evidenciou que ações do planejamento familiar reduzem a exposição dos potenciais riscos da utilização de algumas substâncias nocivas ao momento da concepção e hábitos perigosos nas primeiras semanas gestacionais. Baseado nos fatores associados, o estudo sugere uma maior cooperação multiprofissional para a utilização de tecnologias leves para intercorrências na gestação e minimização dos riscos.
Descrição
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Universidade Federal do Oeste da Bahia, como requisito parcial para obtenção do Diploma de Graduação no Curso de Farmácia.
Palavras-chave
Farmacologia, Saúde Pública, Uso de medicamentos, Gravidez, Farmacoepidemiologia, Cuidado pré-natal
Citação
CAMPOS, Hudson Manoel Nogueira; GOMES, Daiene Rosa (Orientadora). Uso de medicamentos por gestantes atendidas pela estratégia saúde da família/ prevalência e fatores associados. Barreiras, BA, 2021. 92f.: il TCC (Graduação em Farmácia) - Universidade Federal do Oeste da Bahia, Centro das Ciências Biológicas e da Saúde, Barreiras-BA, 2021.
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