CCBS - Centro das Ciências Biológicas e da Saúde
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Navegando CCBS - Centro das Ciências Biológicas e da Saúde por Assunto "Adolescente"
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- ItemExperiências adversas na infância e excesso de peso em adolescentes de 15 a 19 anos em escolas públicas de um município do Oeste Da Bahia(Universidade Federal do Oeste da Bahia, 2025) Nathália de Carvalho da Cruz; Daiene Rosa Gomes; Ellen Araújo OliveiraResumo : Introdução: As experiências adversas na infância são eventos estressantes ou experiências negativas que podem estar associadas ao desenvolvimento de excesso de peso durante a adolescência e na vida adulta. Objetivo: descrever as frequências das experiências adversas entre os adolescentes com excesso de peso. Metodologia: Trata-se de um estudo epidemiológico transversal, de base escolar, que foi realizado com adolescentes de 15 a 19 anos, em escolas públicas, da rede de ensino médio, do município de Barreiras, Bahia. Os dados foram coletados por meio de questionário estruturado contendo informações sobre as características sociodemográficas, de estilo de vida, experiências adversas na infância e variáveis da COVID-19. O sobrepeso e a obesidade foram analisadas por meio do peso e altura autorrelatados pelos participantes. As experiências adversas na infância foram avaliadas pelo Questionário da História de Adversidades na Infância. Foram realizadas análise de frequências relativas e absolutas para caracterização da amostra. Resultados: Os principais achados revelaram que mais de 98% dos adolescentes já sofreram algum tipo de adversidade na infância, sendo as mais prevalentes abuso emocional (78,68%), ambiente familiar disfuncional (75,41%) e abuso físico (72,86%). Além disso, aqueles que sofreram abuso sexual, presença de familiar com transtorno mental, negligência física e emocional, uso de substâncias no ambiente familiar e disfunção familiar apresentaram maior prevalência de excesso de peso. Conclusão: Os dados revelam alta prevalência de exposição às experiências adversas entre adolescentes com excesso de peso, indicando a necessidade do desenvolvimento de intervenções que abordem esses fatores de forma integrada, melhorando assim a saúde juvenil.
- ItemMudanças do estado nutricional de adolescentes no Estado da Bahia entre 2019 e 2024: um estudo ecológico(Universidade Federal do Oeste da Bahia, 2025) Jamylly de Oliveira Martins; André Bento Chaves SantanaResumo : Objetivo: Analisar registros e tendências temporais de indicadores nutricionais de adolescentes cadastrados no Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional na Bahia, entre 2019 e 2024. Método: Estudo ecológico de série temporal com dados públicos de adolescentes de 10 a 19 anos atendidos na Atenção Primária à Saúde. Analisaram-se os indicadores estatura-para-idade e IMC-para-idade segundo critérios da OMS, utilizando regressão linear de Prais-Winsten e cálculo da variação percentual anual no Stata®. Resultados: Foram examinados 2.812.897 registros de estatura-para-idade e 2.812.928 de IMC-para-idade, com predominância do sexo feminino (80,44%). Em 2020, observou-se uma queda nos registros, possivelmente relacionada à pandemia. Constatou-se uma redução do déficit estatural e estabilidade na estatura adequada, sobretudo entre meninas. Verificou-se aumento significativo da magreza, obesidade e obesidade grave. A inadequação nutricional global elevou-se de 29,69% para 33,30%, sendo o sobrepeso a condição mais prevalente. Conclusões: O estudo evidencia uma dupla carga da má nutrição: melhora no crescimento, mas aumento simultâneo da magreza e da obesidade. Reforça-se a necessidade de fortalecer a vigilância nutricional, valorizar dados territoriais e implementar políticas públicas equitativas e sustentáveis para promover hábitos saudáveis, prevenir agravos e garantir o direito humano à alimentação adequada na adolescência.
- ItemPrevalência e fatores associados ao excesso de peso em adolescentes de escolas públicas de um município da Bahia(Universidade Federal do Oeste da Bahia, 2025) Amanda Tamarindo da Silva; Daiene Rosa Gomes; Ellen Araújo OliveiraResumo : Introdução: O excesso de peso entre adolescentes tem crescido de forma alarmante, globalmente, inclusive no Brasil. Objetivo: avaliar a prevalência e os fatores associados ao excesso de peso em adolescentes de 15 a 19 anos, matriculados em escolas públicas do município de Barreiras - Bahia. Metodologia: trata-se de um estudo transversal, de base escolar, realizado no município de Barreiras, na Bahia, com adolescentes de 15 a 19 anos, matriculados na rede pública de ensino médio. As medidas de peso e altura foram auto referidas pelos adolescentes, e as demais variáveis foram obtidas por meio do preenchimento individual de um formulário estruturado. Para as análises estatísticas, utilizou-se os testes Qui-Quadrado de Pearson e a Regressão de Poisson. Resultados: amostra final de 626 adolescentes, identificou uma prevalência de excesso de peso de 23,96%. A maioria era do sexo feminino, com idade entre 15 e 17 anos. Destacaram-se fatores como ter trabalho remunerado (RP=2,03, IC95%=1,31-3,18), ter alguma religião (RP=5,24, IC95%=1,51-17,37), ter insatisfação corporal (RP=0,61, IC95%=0,37-1,01), e impacto negativo do isolamento social nas relações sociais (RP=1,92, IC95%=1,14-3,18). Conclusão: O excesso de peso pode ser considerado elevado entre os adolescentes da cidade de Barreiras/BA, sugerindo relação com fatores como possuir trabalho remunerado, ter alguma religião, estar insatisfeito corporalmente e sentir que o isolamento social da pandemia de COVID-19 impactou negativamente nas suas relações sociais.
- PrivadoItemVacinação contra o HPV em adolescentes no município de Barreiras, Bahia: prevalência e fatores associados.(Universidade Federal do Oeste da Bahia, 2025) Ana Cecilia Roque de Souza.; Daiene Rosa Gomes; Márcia Regina de Oliveira PedrosoResumo : Introdução: A infecção pelo papilomavírus humano (HPV) é uma das infecções sexualmente transmissíveis mais frequentes no Brasil e pode causar o surgimento de verrugas anogenitais e cânceres. A vacina contra esse vírus é eficaz para a redução dos casos sintomáticos causados pelos tipos 6, 11, 16 e 18 e é parte importante das medidas de prevenção do câncer de colo de útero. A cobertura vacinal da primeira dose da vacina no Brasil, no ano de 2023, foi de 75,91%, abaixo da meta de 80% estabelecida pelo Ministério da Saúde. Quando se avalia a vacinação no estado da Bahia, a cobertura vacinal é ainda menor, sendo estimada em 67.67% nas mulheres e 44,45% em homens. Assim, se evidencia a necessidade de avaliar os fatores associados à vacinação com o intuito de desenvolver estratégias que ampliem a cobertura vacinal. Objetivo: Identificar a prevalência de vacinação contra o HPV em adolescentes entre 15 e 19 anos de escolas públicas do município de Barreiras/BA e seus fatores associados. Métodos: Estudo epidemiológico transversal com adolescentes de 15 a 19 anos matriculados em escolas da rede pública da cidade de Barreiras/BA. Para a composição da amostra, calculada em 600 estudantes, foram sorteadas as escolas e posteriormente todos os estudantes do ensino médio foram convidados a participar. Foi utilizado questionário autoaplicado que continha questões sobre variáveis sociodemográficas, nível de atividade física, consumo de álcool e tabaco e aspectos da saúde sexual e reprodutiva. O desfecho em análise foi a vacinação pelo HPV a partir do relato dos estudantes. Para a análise das associações entre o desfecho e as variáveis independentes utilizou-se a Regressão de Poisson com variância robusta, a partir de três modelos de análise. Resultados: Foi obtida uma cobertura vacinal de 68,7%. A vacinação contra o HPV foi associada ao sexo feminino (RP: 1,35; IC95%: 1,10-1,65), ao uso de preservativo na última relação sexual (RP: 1,26; IC95%: 1,02-1,56) e à orientação sexual na escola (RP: 1,98; IC95%: 1,37-2,86). Considerações finais: Os resultados obtidos demonstram a importância de ações de educação sexual, principalmente no âmbito escolar, para o estímulo à vacinação e à adoção de práticas de sexo seguro. Destaca-se também a importância da extensão da cobertura vacinal para ambos os sexos, a fim de diminuir a prevalência da infecção pelo vírus e suas consequências.