Uso de psicofármacos e fatores predisponentes em estudantes da Universidade Federal do Oeste da Bahia

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Data
2025
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Editor
Universidade Federal do Oeste da Bahia
Resumo
Resumo : Introdução: A banalização da psicofarmacologia para manejo de sinais e sintomas ao longo dos últimos anos tem atingido aspectos alarmantes nas universidades. No Brasil, a realidade tem sido consoante à internacional, pondo em prova a vulnerabilidade desse grupo de indivíduos ao uso de tais substâncias psicotrópicas. Objetivo: Identificar os fatores predisponentes, a prevalência e o perfil de consumo de psicofármacos entre os estudantes da Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB), testando a associação com fatores sociodemográficos e acadêmicos. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa de campo de caráter transversal e descritivo, aprovada pelo Comitê de Ética, e realizada nos cinco campi da UFOB (Barra, Barreiras, Bom Jesus da Lapa, Luís Eduardo Magalhães e Santa Maria da Vitória). A população elegível abrangeu estudantes de graduação e pós-graduação com matrícula ativa, resultando em uma amostra final de 207 participantes. A coleta de dados ocorreu via questionário autoaplicável em plataforma online (Google Forms®). Para a análise estatística, utilizou-se o software Jamovi® (versão 2.6), aplicando-se os testes Qui-quadrado de Pearson e Exato de Fisher para verificar associações, considerando um nível de significância de 5% (p< 0,05). Resultados: A prevalência do uso de psicofármacos ao longo da vida foi de 53,1% (n=110). Entre as variáveis analisadas, a sexualidade foi a única que apresentou associação estatisticamente significante (p=0,004). A prevalência de uso foi maior entre participantes homossexuais (75,0%) e bissexuais (66,7%), em comparação com os heterossexuais (48,1%). Entre os usuários, a principal motivação para o consumo foi "Problema Pessoal/Familiar" (49,1%), superando a "Demanda Acadêmica" (24,5%). Os antidepressivos foram a classe mais relatada (74,5%), e 56,4% dos usuários indicaram polifarmácia (uso de dois ou mais fármacos). Conclusão: Os achados revelam uma alta prevalência de uso de psicofármacos na amostra, fortemente associada à sexualidade, o que sugere uma relação com o estresse de minoria. O perfil de consumo é motivado principalmente por questões pessoais, e não acadêmicas, e apresenta alta adesão ao acompanhamento profissional.
Descrição
Monografia apresentada como requisito para conclusão do componente TCC II do curso de medicina da Universidade Federal do Oeste da Bahia.
Palavras-chave
Psicotrópicos, Auto-medicação, Universitários
Citação
FREITAS, Ríley Rocha. Uso de psicofármacos e fatores predisponentes em estudantes da Universidade Federal do Oeste da Bahia. Barreiras, BA, 2025. 43f. Monogradia (Graduação) - Bacharelado em Medicina. Universidade Federal do Oeste da Bahia. Centro das Ciências Biológicas e da Saúde. Barreiras, BA, 2025.
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