Nutrição
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Navegando Nutrição por Autor "Ana Maria Fernandes Viana"
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- ItemAvaliação da ingestão alimentar em corredores recreacionais do oeste da Bahia(Universidade Federal do Oeste da Bahia, 2023) Mileide de Brito Silva; Marcela de Sá Barreto da Cunha; Ana Maria Fernandes VianaResumo : A corrida de rua é um esporte caracterizado por proporcionar muitos benefícios, impactando positivamente na saúde de seus praticantes. Nesse sentido, o planejamento alimentar é ferramenta fundamental dos atletas recreacionais, com vistas a garantir e melhorar o desempenho. O objetivo do estudo foi avaliar a ingestão alimentar de corredores recreacionais do Oeste da Bahia. A partir de um estudo transversal, foram coletados dados socioeconômicos, sobre a prática de corrida, variáveis de saúde, da composição corporal (peso, altura, percentual de gordura % GC e massa muscular MMKg) e informações sobre o consumo por Recordatório Alimentar de 24 horas (R24H). Como resultados, quarenta e seis indivíduos participaram de todas as etapas da pesquisa, sendo 23 homens e 23 mulheres, cuja predominância de idade estava entre 31 a 40 anos. Observou-se que homens e mulheres apresentam adequado consumo de energia, proteínas e lipídeos. Porém, a amostra apresentou consumo de carboidratos abaixo das recomendações e prevalência de inadequação no consumo de vitamina C, D, A, E, vitamina B12, ferro, cálcio, zinco, riboflavina, magnésio e sódio. Portanto, como conclusão nota-se que estratégias nutricionais, ferramentas de educação alimentar e nutricional específicas e apropriadas para esse público devem ser adotadas com vista a garantir a boa saúde e o desempenho através de uma alimentação adequada, equilibrada e saudável.
- ItemComportamento de risco para Ortorexia Nervosa em corredores recreacionais do município de Barreiras – BA.(Universidade Federal do Oeste da Bahia, 2023) Milena Oliveira Leite; Marcela de Sá Barreto da Cunha; Ana Maria Fernandes VianaResumo : A corrida é um esporte que cresceu nos últimos anos e apresenta benefícios para seus praticantes. Indivíduos que se exercitam tendem a adotar hábitos alimentares mais saudáveis, por outro lado, são considerados um grupo vulnerável ao desenvolvimento de transtornos alimentares. Nesse contexto, a Ortorexia nervosa é definida como uma obsessão pela alimentação saudável e, apesar de ainda não ser considerada um transtorno alimentar, pessoas que convivem com a Ortorexia possuem comportamentos alimentares disfuncionais e patológicos. Visto que praticantes de exercícios apresentam maior vulnerabilidade ao desenvolvimento desse distúrbio, esse estudo objetivou avaliar o comportamento de risco para Ortorexia em corredores recreacionais do município de Barreiras - BA. Trata-se de um estudo transversal com 46 corredores, com idade entre 20 a 59 anos, de ambos os sexos e que praticavam corrida há mais de um ano. Foram avaliadas variáveis sociodemográficas, de saúde, de exercício, antropométricas e de consumo alimentar e aplicado dois Recordatórios Alimentares de 24h e o questionário ORTO-15, utilizando o ponto de corte <40. Observou-se que 89,13% dos corredores tinham comportamento de risco para Ortorexia. Houve associação de ortorexia com o nível socioeconômico e com lesões relacionadas à corrida. Além disso, observou-se uma correlação entre o comportamento de risco para a Ortorexia com a alta ingestão de carboidratos e de porções de frutas e baixo consumo de gorduras.
- ItemConsumo alimentar de corredores recreacionais de um município baiano segundo a classificação nova.(Universidade Federal do Oeste da Bahia, 2023) Michelle Oliveira Souza; Marcela de Sá Barreto da Cunha; Ana Maria Fernandes VianaResumo : Os alimentos processados e ultraprocessados tem feito parte da dieta dos praticantes de atividade física, como corredores recreacionais, devido às promessas que os associam a melhora do desempenho físico e da saúde. O presente estudo teve como objetivo analisar a contribuição energética segundo a classificação NOVA dos praticantes de corrida recreacional do município de Barreiras, no Oeste da Bahia. Trata-se de um estudo transversal, com coleta de dados realizada através da aplicação de um questionário eletrônico, a avaliação do consumo alimentar, por meio de dois Recordatórios Alimentares de 24 horas e classificação dos alimentos consumidos de acordo com a classificação NOVA. Aferiu-se o peso, altura e circunferência da cintura. A composição corporal foi avaliada por meio de bioimpedância. Participaram do estudo 46 voluntários, (50% do sexo feminino e 50% do sexo masculino), com idade entre 30 a 39 anos (32,61%), sendo 60,87% dos participantes eutróficos. O consumo energético estava adequado em relação à recomendação, para ambos os sexos, mas a média de consumo de carboidratos (46,34% do Valor Energético Total) por todos corredores recreacionais encontrou-se abaixo das recomendações. A contribuição energética de alimentos in natura e minimamente processados correspondeu a 70,73% do Valor Energético Total (VET), seguido por 14,89% de alimentos ultraprocessados e 11,40% de alimentos processados, sem diferença entre os sexos. Os achados mostram que corredores apresentam predominância de consumo de alimentos in natura e minimamente processados e inadequação de distribuição de macronutrientes.
- ItemDisponibilidade energética em corredores recreacionais de um Município da Bahia, Brasil.(Universidade Federal do Oeste da Bahia, 2023) Wayne Lissa Souza dos Santos; Marcela de Sá Barreto da Cunha; Ana Maria Fernandes VianaResumo : A corrida de rua é uma das modalidades com grande número de adeptos, tanto pela facilidade em sua prática, como pelos benefícios para a saúde e o baixo custo. A adequação nutricional é fator essencial para a manutenção da saúde e desempenho esportivo. Neste sentido, a disponibilidade energética é definida como a quantidade de energia pós-exercício que será utilizada para a regulação das funções corporais, incluindo o funcionamento cardiovascular, a cicatrização tecidual e menstruação. A baixa disponibilidade energética é consequente de um valor de gasto energético maior que o valor energético ingerido nas refeições diárias, resultando em energia insuficiente para suprir a demanda metabólica diária. O presente estudo teve como objetivo avaliar a disponibilidade energética em corredores recreacionais de um município da Bahia, Brasil. Trata-se de um estudo transversal, que foi realizado com adultos de 20 até 59 anos de idade, de ambos os sexos, que praticavam corrida de rua há mais de um ano. Foram analisados dados sociodemográficos, antropométricos e de composição corporal, consumo de energia, macronutrientes, ferro e cálcio, disponibilidade energética. Foi observada prevalência da baixa disponibilidade em 54,3% de todos os corredores, sendo que em mulheres esse valor foi de 56,5% e 52,2% em homens, apresentando correlação positiva com o consumo energético, de macronutrientes e micronutrientes. Diante do exposto, o estudo aponta alta prevalência de baixa disponibilidade energética, o alerta a importância do conhecimento sobre Nutrição e adequação do consumo nas respectivas modalidades esportivas, com o intuito de prevenir as consequências da baixa disponibilidade energética.
- ItemEfeitos da suplementação de probióticos Lactobacillus spp. no exercício físico: uma revisão de literatura.(Universidade Federal do Oeste da Bahia, 2023) Igor Lopes Nóbrega Lima; Marcela de Sá Barreto da Cunha; Ana Maria Fernandes VianaResumo : Os probióticos são microrganismos vivos que, quando administrados em quantidades adequadas, conferem benefício à saúde do hospedeiro. Sugere-se que sua suplementação melhora o estado de saúde de atletas de resistência, entretanto os resultados permanecem inconsistentes na maioria dos estudos. O efeito benéfico da suplementação probiótica é dependente da espécie ou cepa, dose, tempo, forma de administração e fisiologia do hospedeiro. Desse modo, este trabalho tem como objetivo avaliar os efeitos fisiológicos da suplementação de Lactobacillus spp. no exercício físico através de uma revisão narrativa. Nessa perspectiva, foi realizada uma busca utilizando a base de dados PubMed com os descritores “probióticos”, “lactobacilos”, “microbiota intestinal” e “exercício físico”. Foram selecionados artigos publicados entre os anos de 2009 e 2023, nos idiomas português e inglês e estudos experimentais e com humanos. Os resultados mostraram que a suplementação com a cepa L. salivarius (UCC118) foi determinante para a proteção contra a hiperpermeabilidade intestinal induzida por exercícios, L. plantarum (TWK10) sugeriu efeitos positivos na regulação corporal. Além disso, L. helveticus Lafti L10 e L. fermentum (VRI-003) demonstraram efeitos positivos na redução da incidência e severidade de infecções respiratórias e a cepa L.plantarum (PS128) foi capaz de diminuir marcadores úteis ao retardo da fadiga muscular, lesão renal, estresse oxidativo e do dano muscular. Outrossim, a suplementação com L. plantarum (PL02) também sugeriu redução de marcadores relacionados ao retardo da fadiga muscular. Embora existam indícios do efeito benéfico da suplementação, mais estudos são necessários para a avaliação da força de evidência e recomendação desta espécie.
- ItemRestrição e compulsão alimentar, existe relação? uma revião sistemática de literatura(Universidade Federal do Oeste da Bahia, 2023) Lara Novaes Alves e Sá; Marcela de Sá Barreto da Cunha; Ana Maria Fernandes VianaResumo : Introdução: O Transtorno de Compulsão Alimentar é caracterizado por uma quantidade de ingestão alimentar exagerada em um período limitado, mesmo na ausência de fome. Após os episódios de compulsão, o indivíduo apresenta sentimento de frustração, culpa e vergonha devido ao seu descontrole alimentar Objetivo: Analisar através de uma revisão sistemática se existe relação entre dieta restrita e os aspectos que envolvem a predição da compulsão alimentar Métodos: Foram seguidas as recomendações do documento PRISMA. A busca dos estudos foi realizada em quatro bases de dados: PubMed, Scopus, Web of Science (Clarivate Analytics) e EMBASE, utilizando a combinação dos descritores “adult”, ”binge eating”.”binge-eating disorder”, “diet therapy”, “dietary restraint”,”colori restriction”. Resultados: 41 estudos foram selecionados,13 atenderam aos critérios de inclusão e foram analisados. Destes, 53,8% correspondiam ao delineamento transversal e os demais foram caracterizados como estudos de intervenção. Os principais instrumentos utilizados para avaliar a relação entre a restrição alimentar e a compulsão nesses estudos foram o QEWP, EDI-2, EAT-40, BES, EDE, EDQ, MEBS, DEBQ, BITE, TFEQ, EES e DSM-IV. Conclusão: Após a análise os achados dessa revisão sugerem que, não há evidências científicas suficientes para afirmar que a restrição alimentar em intervenções dietéticas para perda de peso predizem ou estimulam o desenvolvimento da compulsão alimentar.
- ItemTranstornos alimentares e comportamentos de risco em idosos: uma revisão sistemática.(Universidade Federal do Oeste da Bahia, 2022) Thainá Neves Ramos Santos; Marcela de Sá Barreto da Cunha; Ana Maria Fernandes VianaResumo : Contexto: Os transtornos alimentares são alterações psicopatológicas que geram modificações persistentes na alimentação ou no comportamento relacionado à alimentação, comprometendo significativamente a saúde física ou o funcionamento psicossocial do indivíduo. Com o aumento da expectativa de vida e as transformações biopsicossociais desta fase da vida, os idosos tornaram-se um público que demanda cuidados em relação aos transtornos alimentares. Objetivo: Verificar a prevalência de comportamentos de risco e o diagnóstico de transtornos alimentares em indivíduos idosos através de uma revisão sistemática. Desenho: Revisão sistemática. Cenário e Participantes: Os estudos foram realizados com idosos de 60 até 94 anos, com amostras variando de 20 a 9544 pessoas. Método: Foi realizada uma pesquisa bibliográfica em cinco bases de dados (EMBASE, Scopus, Web of Science, Pubmed e CINAHL), rastreando estudos observacionais com idosos a partir de 60 anos, independente do sexo e local de moradia, sem restrição de tempo, considerando a prevalência ou a presença de comportamento de risco para diagnóstico de Transtorno Alimentar, cujas publicações fossem em português, inglês e espanhol e esses estudos foram avaliados quanto ao risco de viés. Resultados: Dos 1.893 estudos encontrados, apenas 14 preencheram os critérios de inclusão. A maioria dos estudos foram realizados no continente Europeu (n= 9). Nos 14 estudos analisados a prevalência de comportamento de risco para TA variou entre 2,4 e 13,3%, em alguns estudos, dependendo do sexo e da idade. Já o diagnóstico de TA foi identificado em até 4,4% dos idosos, sendo 0,2% de Anorexia Nervosa, 0,3% de Bulimia Nervosa, 1,68% de Transtorno de Compulsão Alimentar e até 3,2% de Transtorno Alimentar Não Especificado. Conclusão: Sugere-se que comportamentos de risco ou o diagnóstico de transtornos alimentares estão presentes na população idosa, sendo mais recorrente em mulheres, enfatizando a importância de conscientizar a sociedade, trazendo maior visibilidade para ocorrência dos transtornos alimentares na população idosa e a consequente busca por políticas públicas que rastreiem e auxiliem os idosos portadores desse distúrbio.