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Navegando TCC por Assunto "Anemia Falciforme"
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- ItemIdentificação dos haplótipos ß em pessoas com anemia falciforme(Universidade Federal do Oeste da Bahia, 2023) Raphael Magalhães; Larissa Paola Rodrigues VenâncioResumo : A hemoglobina S (Hb S) é consequência da alteração de uma base nitrogenada no gene da ß-globina ocasionando a troca de um ácido glutâmico por uma valina no sexto códon do RNA mensageiro (ß6Glu?Val). As doenças falciformes (DF) são um conjunto de condições genéticas hereditárias que afetam a estrutura da hemácia causando sintomas. A grande variedade das apresentações fenotípicas das doenças falciformes pode ser justificada, em parte, por moduladores genéticos de gravidade, a exemplo os haplótipos beta-S (ß S ). Haplótipos são polimorfismos localizados em único grupamento gênico que tendem a serem herdados em conjunto. Os haplótipos ßS estão associados a quantidade nos níveis da hemoglobina fetal, modulação de gravidade clínica e resposta ao tratamento das pessoas com DF. Os haplótipos típicos ßS são classificados em Bantu (também conhecido como República Centro Africana – CAR), Benin, Senegal, Camarões e Árabe-indiano, nomenclatura relacionada à região ou grupo étnico de origem desses polimorfismos na região africana. Haplótipos que não se adequam a esses grupos são chamados atípicos. Foi objetivo desse estudo a identificação dos haplótipos ßS de pacientes cadastrados no programa de doença falciforme na cidade de Barreiras, Bahia. Neste estudo foram avaliadas 37 amostras de sangue de pacientes não consanguíneos em tratamento no Programa de Atenção à Pessoa com Doença Falciforme, da Secretaria Municipal de Saúde de Barreiras – BA, todos genotipados para Anemia Falciforme, 22 do sexo feminino, 15 do sexo masculino com média de idade de 26,16 anos. Destes pacientes foram extraídos DNA genômico para investigação dos haplótipos por biologia molecular. O método de análise de polimorfismo de fragmentos de restrição por meio da reação em cadeia de polimerase (PCR - RFLP) foi utilizado para determinação dos haplótipos. Dados de frequência alélica e genotípica foram comparados com outros estudos e significância estatística calculada por qui-quadrado de aderência e exato de Fisher. A caracterização dos cinco principais grupos de haplótipos revelou a presença de haplótipos Bantu (CAR) e Benin (BEN), distribuídos em: 16 (43,24%) CAR/BEN, 14 (37,84%) CAR/CAR e 7 (18,92%) BEN/BEN. Contudo, não foi identificada diferença estatística significativa entre as frequências entre cromossomos CAR e BEN (p = 0,13) e entre as frequências genotípicas dos haplótipos (p = 0,16). A ausência de haplótipos SEN, CAM, ARB ou ATP possivelmente relacionase a amostragem limitada. A comparação com estudos anteriores fortalece a associação entre frequência de haplótipos ßS , história do comércio de escravos e migrações recentes, corroborando a predominância de haplótipos da África Central e Ocidental.
- ItemInfluência do uso de hidroxicarbamida e perfil de haplótipo beta S sobre a expressão dos genes TNF e S100A9 em pessoas com anemia falciforme.(Universidade Federal do Oeste da Bahia, 2024) Paulo Octávio e Queiroz; Larissa Paola Rodrigues VenancioResumo : A Anemia falciforme (AF) é uma desordem genética que afeta as cadeias beta da hemoglobina. A AF cursa com uma cascata de inflamação que se inicia pela falcização das hemácias e posteriormente hemólise, que libera no ambiente intravascular padrões moleculares associados ao dano. Esses são reconhecidos pelo sistema imunológico, que recruta mediadores inflamatórios, como TNF e S100A9. A principal estratégia terapêutica da doença consiste no uso de Hidroxicarbamida (HC), cujo principal benefício é promover aumento de hemoglobina fetal, reduzindo a inflamação nessas pessoas. O objetivo deste trabalho foi investigar os níveis de expressão dos genes que codificam para os mediadores TNF e S100A9, em associação ao uso de HC e aos diferentes perfis de haplótipo (Bantu/Bantu, Bantu/Benin e Benin/Benin). Este estudo foi realizado em parceria com o Programa de Atenção à Pessoa com Doença Falciforme do Oeste da Bahia. A amostra contou com 27 participantes (18-40 anos), 15 mulheres e 12 homens, confirmadamente portadores de AF por PCR-RFLP, sendo 16 em uso de HC (HC+) e 11 em não uso (HC-). 8 participantes (22-28 anos), 5 mulheres e 3 homens não portadores de hemoglobinopatias, compuseram o grupo controle. Foram coletadas amostras de sangue periférico, das quais foi separada a camada leucoplaquetária, para extração de RNA total com o reagente TRI, que foi convertido em cDNA. A análise da expressão dos alvos foi procedida por RT-qPCR, normalizada com os genes ACTB e GAPDH. Os dados foram calculados como 2 ??Ct , com ??Ct=?Ctpaciente -?Ctcontrole. , e ?Ct = Ctreferência -Ctalvo . Não houve expressão diferencial, estatisticamente significativa, dos dois alvos entre os grupos de participantes com AF e controle, HC+ e HC-. Isto se deve ao fato de que os portadores de AF avaliados encontravam-se em estágio estacionário da doença, isto é, sem crise de dor no período da coleta, bem como HC não induzir melhora clínica em todos os portadores de AF. As análises de regressão não mostraram influência estatisticamente significativa do uso de HC na expressão dos dois alvos. Em relação à avaliação da expressão dos alvos considerando os três diferentes haplótipos, S100A9 mostrou diferença entre os grupos, com o haplótipo Benin/Benin apresentando maior nível de expressão em relação aos outros dois haplótipos. Esse resultado pode estar relacionado aos maiores níveis de estresse oxidativo encontrados em Benin/Benin, como demonstrado na literatura; todavia, os dados identificados sobre a expressão da alarmina são controversos no contexto da inflamação e estresse oxidativo em diferentes situações, indicando um novo alvo de investigação no contexto da AF. Portanto, para a amostra investigada, não há diferença na expressão de TNF entre os grupos avaliados, mas, os níveis de expressão de S100A9 difere quando o perfil de haplótipo é considerado, com maiores níveis em pessoas portadoras do haplótipo Benin/Benin.