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- ItemRegionalização da atenção ao parto e nascimento no Sus: revisão sistemática emodelização.(Universidade Federal do Oeste da Bahia, 2021) Sabrina Miranda de Abreu Castro; Ítalo Ricardo Santos AleluiaO Sistema Único de Saúde (SUS) deve assegurar às mulheres, gestantes ou puérperas uma atenção humanizada e integral. Contudo, mortes maternas e neonatais persistem em altos índices, sobretudo nas regiões Sudeste e Nordeste do país, embora desde 2011 o Brasil tenha instituído um modelo assistencial de parto e nascimento regionalizado. Apesar da existência de estudos que abordam a assistência regionalizada ao parto e nascimento, não há uma sistematização da literatura sobre quais características devem ter a gestão e a atenção perinatal nas diferentes regiões de saúde. O presente estudo teve como objetivo sistematizar na literatura nacional e internacional, e em normativas, as características da gestão e da atenção perinatal regionalizada e propor um modelo lógico avaliativo. Trata-se de um estudo metodológico, a partir de revisão sistemática da literatura. Incluíram-se artigos nacionais e internacionais, selecionados nas seguintes bases de dados: PUBMED, LILACS, Scielo, Web of Science e SCOPUS, e Catálogo de Teses e Dissertações da CAPES. A seleção dos artigos foi realizada por duas revisoras de forma duplo-cega, obedecendo aos seguintes critérios de inclusão: estudos avaliativos sobre atenção perinatal com foco na diretriz da regionalização de sistemas de saúde; que avaliaram características da atenção e gestão perinatal regionalizada; com abordagem quantitativa, qualitativa e de métodos mistos; publicados de 2010 a 2020, nas línguas inglesa e portuguesa. A sistemática de seleção, exclusão e inclusão dos artigos seguiu as recomendações do protocolo Prisma para estudos de revisão sistemática e seu gerenciamento contou com o apoio dos softwares Mendeley (exclusão de duplicatas) e Ryyan (exclusão por título e resumo). A avaliação da qualidade metodológica dos artigos incluídos foi realizada com o instrumento MMAT (Mixed Methods Appraisal Tool – Versão 2011). Incluíram-se na pesquisa também, normativas do Ministério da Saúde brasileiro sobre a política de atenção materno-infantil. Foram incluídos na revisão sistemática 17 estudos, sendo 11 internacionais e seis nacionais. Os estudos internacionais focaram, sobretudo, na assistência perinatal, por meio da análise das percepções das gestantes sobre o local de parto. Já os estudos nacionais buscaram compreender o funcionamento da rede materno-infantil. Com base nesta revisão, as dimensões a saber foram: infraestrutura, planejamento e pactuação regional, gestão regional, qualificação regional, atenção perinatal e vigilância regional. O modelo foi validado em estudo de caso na Macrorregião de Saúde Oeste da Bahia. Esse estudo, e os produtos advindos dessa pesquisa são ferramentas de grande importância para a avaliação de políticas de saúde no SUS, pois possibilitam um melhor planejamento dos serviços de atenção perinatal.
- ItemSequelas pulmonares pós infecção para sars-cov-2 sob análise dos achados clínicos: uma revisão de literatura.(UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA, 2021) Isaías Filipe Assunção de Sousa; Marcello Da Silveira Paschoalini.Em 2020 foi elucidado que o agente etiológico que causava pneumonia era SARSCoV-2 um patógeno que é responsável pela Síndrome Respiratória Aguda Grave, a qual foi batizada como a doença do coronavírus 2019, denominada, Covid-19. A infecção ocorre principalmente por meio da inalação ou contato com gotículas liberadas nas secreções respiratórias, pela tosse, espirros ou fala de uma pessoa infectada. É importante ainda destacar que SARS-CoV-2 pode permanecer viável em aerossóis por aproximadamente três horas e em superfícies por até nove dias. Objetivo: Avaliar quais as sequelas pulmonares deixadas pela covid 19, sua severidade e prevalência. Método: Trata-se de um estudo de revisão sistemática de literatura baseado na análise de aspectos metodológicos, que tem a finalidade de sumarizar resultados de estudos nacionais e internacionais que analisaram as sequelas pulmonares em pacientes que foram infectados por SARS-CoV-2. Será utilizado artigos científicos indexados nas bases de dados LILACS, MedLine/PubMed e SciELO. Os critérios para inclusão dos estudos serão: estudos que analisem sequelas de pacientes com COVID-19, com enfoque em sequelas pulmonares; artigos publicados em português e inglês; e estudos publicados a partir de 2020. Resultados e Conclusão: Em suma, essa revisão sistemática apresenta resultados que evidencia sequelas pulmonares deixadas pós infecção por SARS-CoV-2, não somente em pacientes que desenvolveram a forma grave da doença, como aqueles que apresentaram sintomas leves. A Fadiga e a Tosse são os sintomas mais comuns após a compilação dos dados. Diante disso, nota-se que o processo de reabilitação pulmonar exige uma atenção maior. Por fim, esses achados também ressalta a importância de intervenção de reabilitação para indivíduos que foram infectados por SARS-CoV-2 e foram curados
- ItemPerfil clínico e epidemiológico de pacientes com reações hansênicas em um Centro de Referência do Oeste Baiano(Universidade Federal do Oeste da Bahia, 2021) Caline de Almeida Barbosa; Carolina Carvalho de Souza; Marcos Pereira SantosResumo : As reações hansênicas são complicações inflamatórias agudas ou subagudas, que afetam uma parcela significativa de pessoas durante o curso da hanseníase, devido à acentuação da resposta imune do organismo aos antígenos do Mycobacterium leprae. Subdividem-se, principalmente, em Reação Tipo I (Reação Reversa) e Reação Tipo II (Eritema Nodoso Hansênico) e são causas relevantes de acometimento neurológico e incapacidades físicas. Nesse contexto, o objetivo desta pesquisa é caracterizar o perfil clínico e epidemiológico de pacientes com reações hansênicas, assistidos no Programa de Hanseníase do Centro de Saúde Leonídia Ayres de Almeida, em Barreiras-BA, durante o período de 2014-2020. Trata-se de um estudo transversal, descritivo e de abordagem quantitativa. A coleta de dados foi realizada através de prontuários e fichas de notificação de 130 pacientes que desenvolveram reações hansênicas. A análise descritiva ocorreu através dos programas computacionais STATA (versão 9.0) e Microsoft Office Excel (2010). Como resultados principais, constataram-se que 60,77% dos pacientes desenvolveram Reação Tipo I e 39,23% tiveram Reação Tipo II. No geral, a maioria dos pacientes era do sexo masculino (66,15%), parda (88,1%), com faixa etária entre 30 e 59 anos (58,46%) e com baixa escolaridade (61,74%). A classificação operacional multibacilar foi predominante (70%). As reações hansênicas ocorreram principalmente durante e após a poliquimioterapia. A maioria teve Grau 0 de incapacidade física no diagnóstico da hanseníase (66,86%), mas faltaram informações para inferir o real comprometimento neurológico dos pacientes. Nos nervos periféricos, durante os episódios reacionais, destacaram-se a dor ou hipersensibilidade (83,9%). Especificamente, no grupo com Reação Tipo I, prevaleceram a forma clínica dimorfa (44,16%), dez ou menos lesões cutâneas no diagnóstico da hanseníase (70,51%), menos de três segmentos corporais afetados (57,38%), baciloscopia inicial negativa (82,89%), com menos de cinco episódios reacionais (81,01%) e a neurite como principal acometimento sistêmico. Na Reação Tipo II, predominaram a forma virchowiana (70,59%), mais de dez lesões no diagnóstico da hanseníase (66%), mais de três segmentos corporais afetados (75,51%), baciloscopia inicial positiva (78,43%), com cinco ou mais episódios reacionais (62,75%) e com acometimento sistêmico mais significativo (92,16%), com destaque para a neurite, mialgia, febre e artralgia. Através desses achados, foi possível obter informações sobre os dois tipos principais de reações hansênicas, de modo a direcionar a vigilância em saúde para ambos os grupos. Na Reação Tipo I, a atenção deve ser voltada sobretudo por ser mais frequente e devido aos quadros de neurite, que podem desencadear incapacidades físicas. A Reação Tipo II, embora seja menos frequente, também merece atenção, pois foi observada maior severidade clínica nesse grupo, devido a outras manifestações sistêmicas além da neurite, maior quantidade de lesões cutâneas no diagnóstico da hanseníase, mais segmentos corporais afetados, maior número de episódios reacionais, forma clínica mais grave da hanseníase (virchowiana) e baciloscopia inicial positiva. Portanto, a compreensão das características clínicas e epidemiológicas é imprescindível para o diagnóstico precoce e manejo dos estados reacionais hansênicos, a fim de possibilitar, principalmente, a prevenção de sequelas e incapacidades físicas e neurológicas.
- ItemAvaliação do polimorfismo -819 t/c de il-10 na infecção por sars-cov-2 em pacientes da região oeste da Bahia.(Universidade Federal do Oeste da Bahia, 2022) Danny Victoria Barbosa MoraesNo dia 11 de março de 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a doença COVID-19, causada pelo vírus SARS-CoV-2, uma pandemia (WHO, 2020). A COVID-19 é considerada uma doença altamente imprevisível, pendendo entre casos leves, de simples síndrome gripal, a casos graves com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Nesse sentido, diversos estudos evidenciaram o fenômeno chamado de “tempestade de citocinas” como um dos mais importantes fatores determinantes do quadro clínico dos pacientes infectados com a doença pelo alto nível de inflamação causado a nível celular. Entre as citocinas participantes desse fenômeno está a Interleucina 10, que é produzida principalmente por macrófagos e inibe a expressão de citocinas do padrão Th1 (pró-inflamatórias), a ação de células apresentadoras de antígenos (APC’s) e algumas funções das células T, diminuindo a amplitude da resposta inflamatória do organismo. Nesse sentido, níveis elevados de IL-10 podem ser considerados marcadores e preditores de gravidade da COVID-19. Apesar de sua elevada importância, são escassos os estudos que relacionam os polimorfismos de região promotora da IL-10 com os mais diversos quadros clínicos da COVID-19. Assim, este estudo buscou relacionar o polimorfismo rs1800871 (-819 T -> C), que afeta a transcrição gênica da interleucina 10, com o quadro clínico dos indivíduos participantes. Para isso, foi selecionada uma coorte de 225 indivíduos da região Oeste da Bahia, subdivididos em 4 grupos com quadros clínicos distintos: “óbitos”, “internação”, “COVID positivo” e “COVID negativo”. As amostras foram genotipadas a partir de RT-PCR. Na investigação dessa variante, foi verificada uma associação da frequência genotípica com o quadro clínico dos indivíduos investigados ao comparar-se o grupo “positivos” com os grupos “óbitos” (X²=8,233; p=0,0163), “internação” (X²=6,389; p=0,041) e “negativos” (X²=15,57; p=0,0004). Além disso, foi encontrada diferença estatisticamente significante ao se comparar as idades dos pacientes pertencentes aos grupos (teste ANOVA – valor de p<0.0001). Os resultados sugerem que a mutação pode ser um fator protetivo para a doença. Este trabalho descreve, pela primeira vez, a frequência dessa variante no Oeste da Bahia, sendo de extrema importância para compreensão do panorama genético da população da região.
- ItemAnálise da influência da doença falciforme na gravidade em casos de covid-19.(2022) Alexandre de Oliveira Gois; Camila Almenara Cruz PereiraResumo : A doença falciforme (DF) é uma doença hereditária do tipo autossômica recessiva caracterizada pela alteração no formato dos glóbulos vermelhos, tornandoos semelhantes a foices. Essa doença é considerada um problema de saúde pública no Brasil e no mundo. Há o entendimento de que as modificações cardiovasculares causadas pela DF possam causar efeito sinérgico negativo quando associadas às disfunções fisiopatológicas da COVID-19. No entanto, não se sabe se indivíduos com DF correm maior risco de gravidade da COVID-19 em comparação com a população geral. Dessa forma, o presente trabalho tem por objetivo analisar a relação entre doença/traço falciforme e o risco de agravamento de COVID-19. Tratase de uma revisão sistemática na qual foram utilizadas as bases de dados Pubmed/Medline, Literatura Latino-americana e Caribenha em Ciências da Saúde (Lilacs), Scientific Eletronic Library Online (SciELO), Web of Science e Portal de Periódicos CAPES. Os descritores utilizados na busca foram "sickle cell disease" e "COVID-19". Foram incluídos estudos publicados nos idiomas português e inglês, entre 2020 e 2021 e que avaliaram a gravidade da COVID-19 em pacientes com DF. Foram excluídos artigos pré-impressos, estudos de revisão, relato/series de casos, estudos sem grupo de comparação, não disponibilizados na íntegra ou de forma gratuita e os que não abordassem a temática de interesse. Foram identificados 347 registros. Após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, sete artigos foram analisados. Os estudos avaliaram mortalidade, hospitalização, complicações relacionadas à COVID-19, tempo médio de internação, admissão em unidade de terapia intensiva, necessidade de intubação e de ventilação mecânica invasiva. Os resultados dessa revisão mostraram que pacientes com doença falciforme infectados com COVID-19 apresentaram maior risco de mortalidade, hospitalização, visitas ao serviço de emergência e complicações da COVID-19 quando comparados a indivíduos sem DF. No entanto, ainda são controversos os resultados de outros desfechos avaliados. Da mesma forma, os estudos que avaliaram os pacientes com traço falciforme ainda são inconclusivos. Ressalta-se a importância de mais estudos que avaliem os riscos associados à COVID-19 em pacientes com doença/traço falciforme.
- ItemAnálise sobre a relação entre a mortalidade por COVID-19 e a hipertensão arterial sistêmica.(2022) Enzo Henrique Santos Dourado; Camila Almenara Cruz PereiraResumo : A pandemia pelo SARS-COV-2 trouxe grande impacto na área de saúde, colocando em risco a vida da população, uma vez que o seu retrato é representado pelas milhões de mortes pelo mundo. Aliado a isso, a Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), doença crônica não transmissível que afeta cerca de 31% da população adulta global, tem se revelado como uma das principais comorbidades relacionadas a pacientes infectados pelo Sars-Cov-2, inclusive na mortalidade pela doença em curso. A presente revisão sistemática é descritiva e com abordagem qualitativa com o objetivo de reunir e expor evidências que relacionem a letalidade da COVID19 e a HAS. Para isso, foram selecionados materiais bibliográficos publicados em 2021, disponíveis virtualmente, nos sites: PubMed; Scielo e LILACS. A busca foi guiada pelas palavras-chave em português: “Covid-19” ou “Sars-Cov-2”; “Hipertensão Arterial Sistêmica” e “Mortalidade”. Os termos que requerem tradução em língua inglesa, foram as palavras chaves junto com seus conectores: “Covid-19” ou “Sars-Cov-2” and “Hypertension” ou “High blood pressure” and “Mortality”. As buscas nos portais foram realizadas em março de 2022. Foram identificados 104 artigos nas bases de dados, dos quais 10 foram excluídos por serem duplicatas. Outros 83 foram excluídos por não se adequarem aos critérios de inclusão do estudo como o desenho do estudo, disponibilidade do texto de forma gratuita e a escrita em português ou inglês, restando 11 artigos para a revisão. A HAS se mostrou como um fator determinante na mortalidade pela COVID-19, já que todos os estudos apontaram maior taxa de mortalidade por COVID-19 em pacientes com HAS. Dessa forma, a HAS se revelou como um importante fator de risco para a mortalidade em pacientes infectados pelo SARS-CoV-2 e, portanto, maior atenção deve ser dada a esses pacientes.
- ItemAnálise da anatomia do sistema vertebrobasilar em cadáveres humanos(2022) Lucas Tosta Barbosa; Any Kelly Gomes de LimaResumo : INTRODUÇÃO: O sistema vertebrobasilar é encarregado por irrigar a porção posterior do encéfalo, todavia, a apresentação de variações anatômicas não é incomum de se encontrar. Ademais, estudos em diferentes regiões do mundo associam tais divergências anatômicas à eventos patológicos como acidente vascular encefálico e aneurisma. OBJETIVO: Analisar a anatomia do sistema vertebrobasilar em cadáveres adultos. Metodologia: Foi analisado por meio de um estudo transversal, quantitativo e descritivo a anatomia dos vasos que irrigam a parte posterior do encéfalo humano submetidos a necropsia no Setor Médico Legal da Coordenadoria Regional de Polícia Técnica da cidade de Barreiras-BA. Os dados foram registrados por meio de fotografias, com posterior análise para averiguar a associação dos achados com a idade, sexo, raça/cor, altura e peso. RESULTADOS E CONCLUSÕES: As variações anatômicas mais encontradas nos pacientes adultos analisados foram a agenesia e duplicação. Contudo, foi localizado em um mesmo indivíduo, a bifurcação precoce da ACS esquerda e a duplicação da ACS direita, condição ainda não encontrada, na literatura a qual se teve acesso. Observou-se também que o presente estudo obteve resultados estatisticamente significativos associando ao diâmetro das artérias vertebrais direita e esquerda. Em contrapartida não foi possível encontrar valores estatisticamente significativos quanto a associação entre o diâmetro da artéria basilar e as variáveis: raça/cor, a estatura e a idade; tal fato pode ter ocorrido em função das dificuldades e se obter um número amostral maior.
- ItemAnálise morfológica do polígono de Willis em cadáveres humanos.(2022) Giovana Melo Faria; Any Kelly Gomes de LimaResumo : Introdução: O polígono de Willis (PW) é uma estrutura complexa e imprescindível para a irrigação encefálica, sendo composto por dez artérias que estabelecem uma íntima relação com importantes estruturas adjacentes. Em teoria, existe um padrão morfológico do PW tido como “normal”, porém estudos relatam que suas variações anatômicas são muito frequentes. Tais variações podem culminar em implicações clínicas e cirúrgicas, evidenciando assim a necessidade cada vez maior de se cumprir o principal objetivo do presente estudo, que foi analisar o padrão morfológico do PW em encéfalos humanos na região estudada. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal, quantitativo e descritivo da anatomia dos vasos que compõem o PW de 37 encéfalos humanos dissecados (3 infantis e 34 adultos), cujos dados registrados por meio de formulário e fotografias foram analisados individual e estatisticamente. Resultados: Apenas 3 dos encéfalos analisados apresentaram o PW normal, sendo um infantil e dois adultos. Dessa forma, 94,1% dos polígonos adultos apresentaram alterações morfológicas, tais como duplicações, agenesia e hipoplasia de vasos. A associação entre PW variantes e idade dos indivíduos se mostrou estatisticamente significante (P=0,006). Não houve associação entre as variações do PW e as variáveis sexo, raça/cor e altura. Conclusão: Esse estudo provoca um questionamento na academia brasileira no que diz respeito às pesquisas anatômicas nacionais. Urge a necessidade de novos trabalhos na área serem realizados para que associações possam ser feitas e, talvez, o PW seja finalmente desvendado.
- ItemO EMPREGO DE ANTI-INFLAMATÓRIOS NÃO ESTEROIDAIS COMO ESTRATÉGIA PARA REDUZIR O USO DE OPIOIDES NA ANALGESIA APÓS COLECISTECTOMIA LAPAROSCÓPICA: UMA REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA(Universidade Federal do Oeste da Bahia, 2022) FAGNER FERNANDES DA SILVA; Pablinny Moreira Galdino de CarvalhoA colecistectomia laparoscópica é a indicação cirúrgica para pacientes com doença comprovada da vesícula biliar. Inerente a todo trauma cirúrgico, a dor é um evento quase certo no pós-operatório, esse estado, em alguns pacientes, pode sofrer uma transição da fase aguda para um processo crônico, o qual causa angustia e incapacidade, além de contribuir com o aumento do consumo de drogas que apresentam efeitos adversos potencialmente graves, além do risco de dependência, como é o caso dos opioides. A utilização de fármacos com maior perfil de segurança e que não apresentam tantos riscos a curto prazo, a exemplo dos anti-inflamatórios não esteroidais, dentro do contexto da analgesia multimodal, permite a diminuição da necessidade do uso de opioides e, consequentemente, dos efeitos negativos destes fármacos. Objetivos: descrever e analisar artigos científicos que avaliem o emprego de anti-inflamatórios não esteroidais como parte das estratégias analgésicas para a redução da necessidade de opioides no pós-operatório da colecistectomia laparoscópica, vantagens e desvantagens, eficiência, além de momentos, associações e vias de administrações das drogas estudadas. Metodologia: Tratou-se de uma revisão integrativa da literatura cientifica, com busca na base dados eletrônica Medline (via PubMed). Foram elegíveis estudos do tipo ensaio clínico randomizado, coorte prospectiva, coorte retrospectiva estudos de caso controle e estudos descritivos publicados entre os anos de 2015 e 2021; disponíveis em português ou inglês. Resultados: Dos 934 artigos encontrados, 8 artigos foram elegíveis. Os AINEs avaliados foram ibuprofeno, celecoxibe, dexcetoprofeno trametamol, diclofenaco sódico, cetorolaco e parocoxibe, em 5 trabalhos os fármacos foram avaliados isoladamente e, nos 3 restantes, em associação com outros medicamentos, apenas a pregabalina isolada e/ou associada com celecoxibe não resultaram em melhora significativa, em relação ao grupo controle, quanto consumo de opioides e eficácia analgésica. Conclusão: O ibuprofeno é o fármaco que apresenta maior literatura ratificando seu benefício, apenas o celecoxibe não obteve maior eficiência em comparação a outros tratamentos. Quanto as vias de administração, a via intravenosa foi a mais avaliada e também mais efetiva. O momento mais adequando para o uso dos AINEs aparenta ser o preemptivo. Nenhuma estratégia apresentou, dentro de suas amostras, quaisquer efeitos adversos que contraindicassem o uso de algum dos fármacos.
- ItemUSO DA BIÓPSIA LÍQUIDA NA DETECÇÃO DE BIOMARCADORES MOLECULARES PARA O TRATAMENTO DO CÂNCER COLORRETAL: uma revisão narrativa(Universidade Federal do Oeste da Bahia, 2022) ANA CLARA LOPES DE FRANÇA OLIVEIRA; Pablinny Moreira Galdino de CarvalhoO câncer colorretal (CCR) é considerado a segunda neoplasia maligna que mais causa mortalidade mundialmente. Em 2020, sua incidência global foi responsável por cerca de 10% dos cânceres diagnosticados, representando 5,25 milhões de casos no mundo. Sabe-se que o diagnóstico precoce e uma terapêutica adequada para o CCR melhoram a sobrevida e a taxa de cura dos pacientes. Atualmente, o diagnóstico se baseia na presença de achados clínicos e na detecção de biomarcadores séricos, como o antígeno carcinoembrionário (CEA) e o antígeno CA19-9, estes também são úteis em termos de monitorização da resposta ao tratamento, além de achados histopatológicos e exames de imagem, métodos esses que variam em termos de sensibilidade e especificidade. A gênese do CCR pode estar relacionada a mutações genéticas somáticas adquiridas ou modificações epigenéticas. Dessa forma, a biópsia líquida surge como uma técnica promissora para o desenvolvimento e análise de novos marcadores moleculares e o conhecimento mais amplo da heterogeneidade tumoral e de mutações antes e após o tratamento de pacientes com câncer colorretal metastático, contribuindo assim para terapêuticas mais efetivas, alcançando melhores resultados em relação a sobrevida e refratariedade desses pacientes. Este estudo trata-se de uma revisão narrativa da literatura, que será desenvolvido a partir de método descritivo de busca e análise crítica, de pesquisas que correlacionem as vantagens do uso da biópsia líquida na detecção de biomarcadores para o tratamento do CCR. A busca pelos artigos será realizada nas seguintes bases de dados eletrônicas: Medline (via PubMed), Scientific Eletronic Library Online (SciELO), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), ASCO (American Society of Clinical Oncology) e American Cancer Society, disponíveis online, publicados no período de 2012 a 2022, com acesso via internet. Espera-se que esse trabalho possa servir de incentivo a novas pesquisas que associem o uso e a importância da biópsia líquida para melhorar o prognóstico de pacientes com CCR, através de tratamentos direcionados e mais efetivos.
- ItemRELAÇÃO ENTRE SOLIDÃO E SINTOMAS DEPRESSIVOS EM IDOSOS INSTITUCIONALIZADOS: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA DA LITERATURA(Universidade Federal do Oeste da Bahia, 2022) LARISSA DE JESUS ARRUDA; Bruno Klecius Andrade Teles.Introdução: O crescente aumento da população idosa, na última década, vem acompanhado de diversas transformações biopsicossociais próprias do processo de envelhecimento que refletem na saúde mental do idoso e aumentam a sua vulnerabilidade à depressão. Além disso, com o processo de urbanização, o avanço das tecnologias e o surgimento das relações virtuais, em associação a outros fatores, ocorre um aumento das queixas referentes à solidão, principalmente, na população idosa. Objetivo: Analisar, na literatura científica, como a solidão influencia na prevalência de sintomas depressivos em idosos institucionalizados. Metodologia: Trata-se de uma revisão sistemática da literatura, a qual foi realizada a partir da busca por estudos nas bases de dados eletrônicos: PubMed, BVS, Cochrane Library e Scielo, do ano de 2015 ao de 2019, desenvolvidos em inglês e/ou português, com uma estratégia de busca utilizando os descritores: “depression/ mental heath/ depressive symptoms AND loneliness AND elderly/ aged”. A pergunta norteadora foi elaborada a partir da estratégia PICO, sendo ela: “Qual a relação da solidão na prevalência de sintomas depressivos em idosos institucionalizados?”. Foram seguidas as instruções do Manual de Revisões do Ministério da Saúde e critérios PRISMA. Resultados: A solidão é um iportante predidor de depressão em idosos institucionalizados, além disso, outros fatores sociodemográficos, condições de saúde e pscicológicos foram associados a depressão, entre eles: a presença de doenças crônicas, maior incapacidade funcional, autoavaliação negativa do estado de saúde, ser solteiro e ou viúvo, ser do sexo feminino, doenças de etiologia somática, déficit funcional, neurossensorial e cognitivo, ruminação, isolamento social, antecedente de depressão, solidão, viuvez, perda de entes queridos, a própria institucionalização, estresse e a falta de suporte social e familiar inadequados. Conclusão: Os idosos institucionalizados apresentam alta prevalência de prevalência de sintomas depressivos. Tais resultados enfatizam a importância das condições de saúde e funcionamento para idosos institucionalizados que desenvolvem depressão. Além disso, apontam também para a importância de proporcionar oportunidades de interação entre os indivíduos institucionalizados
- ItemAvaliação sobre o uso da metformina e do contraceptivo oral nos parâmetros clínicos, hormonais, lipídicos e metabólicos da síndrome do ovário policístico: umarevisão integrativa da literatura(Universidade Federal do Oeste da Bahia, 2022) Amanda Ferreira Resende; Izabela Barbosa MoraesResumo : Introdução: A síndrome do ovário policístico (SOP) é uma endocrinopatia que acomete cerca de 10% de mulheres em idade fértil. Sua etiologia e fisiopatologia ainda não é completamente conhecida, porém sabe-se que essa patologia está relacionada com várias comorbidades e apresenta riscos para a saúde reprodutiva feminina. Objetivo: Comparar a eficácia dos contraceptivos orais (COs) versus metformina (MET) nos parâmetros clínicos, metabólicos, lipídico, hormonais e relacionado ao hiperandrogenismo da SOP. Metodologia: Tratou-se de uma revisão integrativa da literatura, com busca nas bases de dados eletrônicas PubMed, Scientific Eletronic Library (SciELO) e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Foram selecionados estudos do tipo ensaio clínico randomizados com a temática da SOP, que tiveram como intervenção terapêutica COs ou MET; publicados nos últimos 10 anos; disponíveis nos idiomas inglês e/ou português. Resultados: Foram elegíveis 15 artigos. Em relação aos parâmetros clínicos, avaliaram-se IMC, Escore de hirsutismo Ferriman – Gallwey (escore FG), presença de acne e regularidade dos ciclos. Entre os tratamentos realizados com MET predomina a redução de IMC. Já entre os tratamentos com CO observou-se variação nas tendências a depender do tipo de progesterona usada. A intervenção com MET não tem efeito significativo sobre o hirsutismo e a quantidade de análises com CO não foi suficiente para estabelecer nenhuma tendência para esse tratamento. Em relação a melhoria na regularidade dos ciclos menstruais, ambos os tratamentos se mostraram igualmente eficientes. Acerca do perfil lipídico foram analisadas as taxas de colesterol total (CT), colesterol de baixa densidade (LDL), colesterol de alta densidade (HDL) e triglicerídeos (TG). Não houve predominância isolada de nenhum comportamento e não se pode afirmar nem que CO nem que MET tem efeitos significativos sobre o CT. A tendência observada é de que tanto MET, quanto CO tendem a não provocar alterações no LDL e no HDL. Evidenciou-se que o tratamento da SOP com base em CO tende a levar a um aumento dos valores de triglicerídeos. No que se refere aos parâmetros metabólicos, foram avaliados Homeotases Model Assessment-Insulin Resistance (HOMA-IR), glicose em jejum e insulina em jejum. Pode-se constatar que o tratamento com CO tende a aumentar os índices de HOMA-IR. Enquanto a metformina demonstrou ser benéfica para diminuir a glicose em jejum, o tratamento com CO não surgiu efeito neste parâmetro de avaliação. Não se pode afirmar nada sobre a influência dos COs sobre a insulina em jejum, mas foi possível constatar que o tratamento com MET na maioria dos casos tende a não alterar esse parâmetro. Quanto aos parâmetros hormonais e relacionados ao hiperandrogenismo, testosterona total (TT), free-androgen-index (FAI) e sex hormone-binding globulin (SHBG) foram analisados. Os COs demonstraram ser vantajosos em todos os estudos nos quais avaliaram esses parâmetros. Conclusão: Tanto CO quanto MET apresentaram resultados similares para a maioria dos parâmetros clínicos. Considerando o perfil lipídico e metabólico como um todo, pode-se concluir que MET tende a apresentar resultados melhores e mais benéficos para o paciente. Em relação aos parâmetros hormonais contatou-se que, apesar dos poucos estudos encontrados, CO foi mais eficaz que MET.
- ItemRiscos e benefícios dos métodos contraceptivos orais e injetáveis comparados aos métodos de longa duração(Universidade Federal do Oeste da Bahia, 2022) Luíza Caroline Dodó Almeida; Luísa Lage de Olivera.Resumo : Introdução: O termo “anticoncepção” está relacionado ao uso de métodos com a finalidade de impedir uma gravidez indesejada. A contracepção permite o planejamento familiar e a liberdade sexual desvinculada ao objetivo da procriação. Estão disponíveis diferentes métodos anticoncepcionais que podem ser reversíveis ou irreversíveis. De forma gratuita, oito deles são disponibilizados através da Assistência Farmacêutica na Atenção Básica, e dispensados na Farmácia Básica de cada município. Entretanto, informações importantes sobre os métodos ainda não são de conhecimento de todos. Metodologia: O presente estudo trata-se de uma revisão narrativa, tendo como base dados da literatura e análise das informações e resumo das evidências selecionadas, no qual permite o leitor atualizar-se sobre o tema em curto espaço de tempo. A pesquisa foi realizada entre maio de 2021 a junho de 2022, através da plataforma Google Acadêmico e ferramenta computacional Publish or Perish. Objetivo: Analisar os riscos e benefícios dos anticoncepcionais orais e métodos reversíveis de longa duração. Discussão: O Sistema de Liberação Intrauterina de Levonorgestrel teve taxa de continuidade superior à taxa do implante subcutâneo. Verifica-se alterações na função cognitiva e da memória e alterações metabólicas nas usuárias dos Anticoncepcionais Conjugados Orais. A descontinuidade e falha dos métodos contraceptivos foi considerada maior pelos métodos que não necessitavam de um profissional de saúde para sua administração e interrupção, como o anticoncepcional oral e preservativos masculino e feminino. Apesar dos riscos, o uso do ACO, quando bem indicado, oferece diversos benefícios, como proteção em casos cistos foliculares, doença inflamatória pélvica e diminuição dos sintomas da endometriose. Conclusão: Comprova-se que os LARC são métodos mais desejados pelas pacientes, além de apresentarem segurança e altas taxas de eficácia. No entanto, os anticoncepcionais orais são mais acessíveis e possuem maior disponibilidade pelo SUS, fazendo com que esse ainda seja um dos métodos mais utilizados e não considerado seus efeitos colaterais relevantes. Faz-se necessárias mudanças nas políticas públicas de saúde para que haja disponibilização de métodos contraceptivos mais adequadas e eficazes para a mulher, assim como a necessidade de melhoria da disseminação da informação.
- ItemAvaliação da atividade enzimática de superóxido dismutase, catalase e glutationa peroxidase no mosquito Aedes aegypti em diferentes tempos de quiescência(Universidade Federal do Oeste da Bahia, 2022) Lucas Mageski Martins.; Larissa Paola Rodrigues Venancio.Resumo : Popularmente conhecido como mosquito-da-dengue, o Aedes aegypti é um vetor de grande importância, visto a relação com a ocorrência de surtos e epidemias das denominadas arboviroses. Para resistir aos estressores ambientais como a dessecação, o mosquito, em diferentes estágios, utiliza recursos para sua manutenção e sobrevivência, dentre eles a quiescência. O período de quiescência caracteriza-se como um fenômeno fisiológico de dormência, onde há diminuição do metabolismo frente à, por exemplo, hipóxia, anóxia e dessecação. Nesse contexto, para evitar danos oxidativos, tem-se a preparação para o estresse oxidativo (PEO), sendo a modulação de enzimas antioxidantes parte fundamental para esse processo. As enzimas antioxidantes tem sido caracterizadas ao longo dos anos devido ao seu papel fundamental na proteção do organismo contra o aumento descontrolado dos radicais livres e do dano oxidativo associado a eles. O objetivo do estudo foi avaliar a atividade de enzimas antioxidantes catalase (CAT), glutationa peroxidase (GPx) e superóxido dismutase (SOD) em amostras de Aedes aegypti de Barreiras, Bahia, em diferentes tempos de quiescência. As amostras foram coletadas nos bairros Morada da Lua e Bandeirantes do município e tratadas conforme protocolos previamente descritos. Para determinação das atividades enzimáticas, foram utilizados kits de ensaio das enzimas e analisados em leitor multimodo. Observou-se que, para os diferentes tempos de quiescência, houve modulação da atividade enzimática antioxidante de catalase (CAT) e glutationa peroxidase (GPx), mas não de superóxido dismutase (SOD), havendo diferença significativa apenas nas atividades de CAT e GPx entre os grupos analisados. Desse modo, levando em consideração a preparação para o estresse oxidativo (PEO), o Aedes aegypti pode ser classificado como PEOpositivo. O conhecimento acerca dos diversos mecanismos de manutenção e sobrevivência do Aedes aegypti se faz importante para que melhorias nas estratégias de controle e combate a este vetor sejam garantidas.
- ItemO uso de produtos naturais como recurso terapêutico no tratamento da hipertensão arterial(Universidade Federal do Oeste da Bahia, 2022) Geandro de Almeida Souza.; Camila Almenara Cruz Pereira.Resumo : A hipertensão arterial sistêmica, considerada um problema de saúde pública, tem sido tratada por meio de medicamentos de uso contínuo e mudanças de comportamento, sob orientação médica. A falta adesão ao tratamento farmacológico, devido ao alto custo, aos efeitos adversos e motivos particulares, contribui para que a hipertensão arterial sistêmica tenha grande importância na mortalidade em todo o mundo. Nesse sentido, buscou-se investigar dados acerca do uso de produtos naturais que apresentam componentes que podem auxiliar no manejo da hipertensão arterial sistêmica e servir como uma alternativa aos medicamentos sintéticos ou semissintéticos tradicionais. Este estudo foi feito através de uma revisão sistemática qualitativa, durante o mês de janeiro de 2022, nos principais portais científicos: PubMed, SciELO e Google Acadêmico, utilizando os descritores: “plantas medicinais”, “hipertensão arterial sistêmica” e suas traduções, “medicinal plants” e “hypertesion”. A metodologia seguiu a revisão sistemática prisma seguindo seu barema de checklist, com os seguintes critérios de seleção: artigos originais, clínicos ou experimentais, incluindo estudos com animais, publicados entre os anos de 2011 e 2021, em idioma portugês, inglês ou espanhol, que discutiram a utilização de produtos naturais por indivíduos hipertensos e apresentaram dados que analisaram, por métodos adequados, a eficiência do tratamento anti-hipertensivo. Após a análise dos artigos selecionados foi possível observar que há muitos produtos que são usados para controlar a pressão arterial, dentre elas, as mais estudadas foram: Hibiscus sabdariffa, a Nigella sativa, o Ginseng e o Ginseng vermelho coreano, uma vez que elas apresentam efeitos antioxidantes e outras substâncias bioativas que atuam como cardioprotetores. Além disso, trata-se de um meio seguro de controle da pressão arterial, tendo em vista que a maioria dos estudos não apresentaram efeitos adversos relacionado ao uso destes produtos. Contudo, não descarta-se a necessidade de mais estudos sobre a temática.
- ItemDiagnóstico para leishmaniose visceral humana: revisão integrativa da literatura.(Universidade Federal do Oeste da Bahia, 2022) Têka Luila Borgo Menezes.; Carolina Carvalho de Souza.Resumo : A Leishmaniose visceral (LV) é uma zoonose caracterizada por evolução crônica e abrangência sistêmica e possui alta morbimortalidade. O diagnóstico clínico na LVH (Leishmaniose Visceral humana) é complexo, pois os humanos podem apresentar sinais e sintomas que são comuns a outras patologias infecto-parasitárias e contagiosas. Além disso, apesar do avanço nas ferramentas diagnósticas, o diagnóstico da LV ainda é um desafio, sendo necesários suspeição clínica e confirmação laboratorial eficientes. Assim, por constituir um grave problema de saúde pública, conhecer os testes diagnósticos utilizados na detecção da LVH é importante para o direcionamento de um tratamento efetivo e das políticas de controle da doença. Dessa forma, o presente estudo visa fazer um levantamento dos métodos diagnósticos que vêm sendo utilizados na LVH, através de uma revisão integrativa da literatura. A revisão foi feita através de busca bibliográfica realizada nas seguintes bases eletrônicas de dados: Pubmed, Scielo, LILACS e ScienceDirect. Para cada artigo analisado, foram extraídas as seguintes informações: base do método, sensibilidade, especificidade, antígeno/alvos utilizados, os pontos positivos, limitações e perspectivas futuras. Após a busca de trabalhos nas bases de dados supracitadas, encontrou-se 2083 artigos. Em seguida, realizou-se a retirada dos artigos duplicados, seleção por título e resumo e avaliação de elegibilidade através da leitura na íntegra dos textos, utilizando-se dos critérios de inclusão e exclusão e foram incluídos na revisão 48 artigos considerados elegíveis, sendo que 12 artigos utilizaram apenas amostras humanas e 36 artigos utilizaram amostras humanas e caninas. Os estudos que utilizaram apenas amostras caninas não foram analisados e incluídos nessa revisão.
- ItemRevisão integrativa dos principais tratamentos alternativos e/ou adjuvantes para neuralgia do trigêmeo e seus dados de eficácia(Universidade Federal do Oeste da Bahia, 2022) Jonatas Costa Dourado.; Pablinny Moreira Galdino de CarvalhoResumo : A neuralgia do trigêmeo (NT) é uma síndrome dolorosa incapacitante de difícil controle. Seu diagnóstico se dá a partir de critérios clínicos e métodos de imagem podem ser utilizados para classificá-la em um de seus tipos: clássico, secundário e idiopático. O tratamento de primeira escolha não é amplamente tolerado e/ou eficaz para todos os pacientes, portanto, esta revisão integrativa objetiva compreender melhor a eficácia e potencial das opções terapêuticas alternativas e/ou adjuvantes relacionadas à NT. Após a elaboração da questão da pesquisa e obtenção dos descritores aplicando os critérios de elegibilidade buscou-se os artigos para elaboração dessa revisão nos bancos de dados PubMed, SciELO e LILACS onde se elegeu 12 artigos para a leitura completa, bem como a formação de quadros e análise dos dados apresentados pelos mesmos. As terapêuticas alternativas e/ou adjuvantes apresentadas foram: Toxina botulínica do tipo A (BTX-A), Lidocaína, Ambroxol, Estimulação Nervosa Elétrica Transcutânea (TENS), Acupuntura, Gabapentina, Pregabalina, Lamotrigina e Baclofeno. A maior parte dos estudos abordou a BTX-A e todos esses a classificaram como eficaz. As demais terapêuticas foram classificadas como eficaz quanto à redução dos níveis álgicos, exceto a TENS que demonstrou eficácia em diminuir a dose dos fármacos de primeira linha.
- ItemPerfil clínico-epidemiológico de pacientes hipertensos com doença renal crônica em terapia de substituição renal no Oeste da Bahia(Universidade Federal do Oeste da Bahia, 2022) Amanda Almeida de Souza; Jonilson Berlink LimaResumo : Introdução: A doença renal crônica (DRC) é uma síndrome caracterizada pela perda de função renal progressiva e irreversível. A DRC evolui para doença renal em fase terminal, necessitando de terapia de substituição renal para sobrevivência, como diálise e transplante renal. A DRC e a hipertensão arterial estão relacionadas a uma condição de causa e consequência. Atualmente, existem poucos estudos que mostram a epidemiologia da DRC com hipertensão. Dessa forma, uma pesquisa dos doentes renais crônicos com hipertensão no Oeste da Bahia permitiria possíveis medidas de planejamento e prevenção em saúde, além de auxiliar em futuras pesquisas Objetivo: Identificar o perfil epidemiológico e clínico dos pacientes hipertensos com doença renal crônica em terapia de substituição renal no Oeste da Bahia Metodologia: Tratase de um estudo transversal retrospectivo dos pacientes com DRC em terapia de substituição renal no oeste da Bahia entre janeiro de 2017 a dezembro de 2021 a partir da coleta de dados obtidos de prontuários eletrônicos. As variáveis do estudo foram sexo, faixa etária, raça, escolaridade, altura, peso, etiologia, comorbidades, óbitos, transplantes, transferências e abandonos, cálcio, fósforo e creatinina sérica. Os dados originaram um banco armazenado no programa Excel®, também utilizado para a elaboração de gráficos e tabelas, descritos em números absolutos e porcentagens. Também foi utilizado o programa GraphPad Prism para realização de testes estatísticos Resultados: Foram registrados 188 casos que atenderam aos critérios de inclusão do estudo. A nefropatia hipertensiva foi a etiologia mais frequente (48,4%), seguido da nefropatia diabética (25%). A hipertensão mostrou ser a comorbidade mais comum (89,36%), seguida pelo diabetes (28,72%) e doenças cardiovasculares (20,21%). A maioria dos pacientes hipertensos eram homens (68,45%). Em relação a idade, a maior parte estão entre a faixa de 40 a 59 anos (44,04%). Observou-se também que a maior parte dos pacientes com doença cardiovascular eram apenas hipertensos (55,26%). O valor médio do produto CaxP e TFG estimada não possuíram diferenças estatisticamente significativas entre pacientes hipertensos e não hipertensos Conclusão: O presente estudo permitiu constatar que a DRC acomete mais homens, com idade mais avançada, sendo a hipertensão a principal etiologia e comorbidade nesses pacientes, o que indica a necessidade de medidas de ação estratégicas para esses grupos, visando buscar rastreio e incentivo a adoção de melhores hábitos de vida.
- ItemCaracterização de poliformismo de base única na via nod2 na população com diferentes quadros clínicos da hanseniáse(Universidade Federal do Oeste da Bahia, 2022) Rafael Attiê Pennacchi; Arlindo Gomes de Macêdo JúniorResumo : A hanseníase é uma infecção granulomatosa crônica causada pelo Mycobacterium leprae. No mundo a sua incidência continua significativa, com mais de 200 mil novos casos por ano , sendo o Brasil o segundo país no mundo com mais casos, atrás apenas da Índia. A infecção e patologia do indivíduo estão relacionadas com background genético e/ou a implicação do envolvimento de genes na resposta imune e sua relação parasito-hospedeiro. Em 2009, pesquisadores geraram um genome wide association study (GWAS), no qual se identificou vários polimorfismos que envolviam o receptor NOD2 e seu domínios como o LRRK2 e RIPK2 com a hanseníase. Nesse contexto, o presente trabalho, por meio de uma revisão sistemática, identificou os polimorfismos envolvidos na via NOD2 com a hanseníase, suas formas clínicas e suas reações hansênicas. Uma busca bibliográfica em bases de dados eletrônicos foi realizada cobrindo todos os estudos de pesquisa publicados com as seguintes combinações de palavras-chaves: nod OR nod like receptors OR nlrp AND ''leprosy susceptibility''; nod OR nlrp OR nod like receptors AND "leprosy/genetics"[Mesh Terms]; nod AND leprosy susceptibility. Em relação à leprosy per se, foram encontrados cinquenta e cinco diferentes polimorfismos genéticos da via NOD2. Desse número, trinta e nove foram relacionados ao gene NOD2, dois ao LACC1, dois ao CCDC122 e três ao conjunto CCDC122-LACC1, sete ao LRRK2 e dois ao RIPK2. Dos cinquenta e cinco polimorfismos, apenas dezessete estavam associados de maneira estatisticamente significante com a hanseníase (p<0,05). Em relação às formas clínicas multibacilares e paucibacilares, foram encontrados dezenove polimorfismos. Dessa quantidade, cinco estão associados à forma multibacilar. Em relação às reações hansênicas, houve apenas dois estudos que relacionaram os polimorfismos de base única da via NOD2 com a RR, enquanto apenas um estudo que se teve a tentativa de relação entre os SNP e a reação do tipo 2. Dessa forma, há polimorfismos que estão relacionados tanto a suscetibilidade para a leprosy per se, para ambas as suas formas clínicas, quanto em relação ao desenvolvimento de reações hansênicas. Diante desses achados, é sugerível que a suscetibilidade para hanseníase seja multifatorial e poligênica, e que múltiplos candidatos estejam envolvidos tanto na resistência quanto em sua suscetibilidade. No entanto, a quantidade de artigos ainda é consideravelmente baixa e pouco valorizada. Nesse cenário, são necessários mais estudos para avaliar o papel desses genes na patogênese da hanseníase, para suas formas clínicas, além de estudos que analisem indivíduos de uma mesma etnia para esclarecer possíveis fatores de riscos associados à essa doença.
- ItemRelação do desenvolvimento de ansiedade e depressão em pacientes com recidiva na fase aguda de doenças inflamatórias intestinais: uma revisão sobre os mecanismos envolvidos.(Universidade Federal do Oeste da Bahia, 2022) Guilherme Santos Queiroga; Adryano Augustto Valladão de CarvalhoResumo : A doença inflamatória intestinal (DII) é uma patologia crônica e de caráter idiopático, e mesmo tendo diversas apresentações clínicas, as mais comuns são doença de Crohn e a colite ulcerativa. Com os crescentes números de pacientes acometidos por DII associados a ansiedade e depressão, surgiram diversas pesquisas na área, correlacionando tanto a prevalência, como a influência dos transtornos psiquiátricos como fator desencadeante da recidiva inflamatória. Tendo isso em vista, foi realizada uma revisão integrativa, objetivando analisar o que diz a literatura científica acerca da prevalência de ansiedade e depressão em portadores de DII e a frequência de processos agudos nesses pacientes. Para tanto, buscou-se contrastar o uso de terapia convencional para DII e a associação com tratamentos holísticos, psicoterapias ou psiquiátricos, além evidenciar os efeitos negativos na qualidade de vida nos portadores de DII. O levantamento de dados foi realizado no período compreendido entre os meses de setembro e outubro do ano de 2022, foram utilizadas as bases Biblioteca virtual de saúde (Portal BVS); Medline, via Pubmed; Central, via Cochrane Library e Scielo, utilizando-se dos descritores nos três eixos temáticos: Doença Inflamatória Intestinal, Saúde Mental e Fases Inflamatórias. Os resultados foram acerca dos nove artigos encontrados seguindo a recomendação PRISMA, dentre eles foram inclusos: revisões sistemáticas, ensaios clínicos, coorte prospectivo. Contudo, os objetivos gerais e específicos do estudo foram atingidos, mostrando prevalência significativa de sintomas de ansiedade e depressão nos pacientes com DII alcançando até 50% dos pacientes, como também no processo de agudização do processo inflamatório. Além disso, foram encontradas evidencias de melhora no curso clínico da DII com o uso de antidepressivos como: inibidores de monoamina oxidase, inibidores da recaptação da serotonina e noradrenalina, inibidores seletivos da recaptação da serotonina, e por fim, a utilização de psicoterapias como ferramenta adicional no tratamento dos pacientes com DII.